Uma pesquisa realizada pela Beijing Normal University, na China, mostrou que 85% dos estudantes LGBTQs entrevistados sofrem de depressão. Além disso, os estudos também apontaram que 40% deles já pensaram em suicídio e apenas 2,9% tinha apoio dos professores das instituições de ensino.

As informações também alegaram que mais de 70% dos jovens ainda não contaram para parentes, pais e professores sobre suas sexualidades.

O portal de notícias chinesas Caixin Global analisou os resultados da pesquisa que foi feita com 732 estudantes LGBTQs de 29 províncias do país.

“Ter um clima escolar mais inclusivo e mais recursos escolares, especialmente um modelo LGBTQ positivo, foi significativamente associado à redução da ideação suicida dos estudantes LGBTQs”, explica o relatório, de acordo com o Caixin.

Em 1997, a China legalizou o sexo gay e, quatro anos mais tarde, removeu a homossexualidade da lista de doenças mentais.

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No entanto, o país é considerado um dos mais conservadores do mundo, onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo ainda não é considerado ilegal. Por isso, a maioria das pessoas LGBTQs do local vive no armário.

Ativistas chineses relataram que as leis de censura continuam impactando a visibilidade da comunidade. Em 2017, a China’s Netcasting Service Association (CNSA) proibiu conteúdos LGBTQs na internet. No comunicado, a organização classificou a homossexualidade como “comportamento anormal”.

A maior rede social da China, Sina Weibo, também passou a remover todos os conteúdos relacionados ao tema. Além disso, uma página direcionada ao público lésbico, que tinha mais de 143 mil membros, desapareceu.

Nesta ano, o país voltou aos holofotes após censurar cenas LGBTQs do filme Bohemian Rhapsody e da série Game of Thrones.

A administração do Ciberespaço Chinês disse que qualquer conteúdo que viole o casamento tradicional e a ética familiar deve ser banido. Em abril, a instituição anunciou a proibição da pornografia por 8 meses.