O site de conteúdo adulto Xtube divulgou o resultado de uma pesquisa que fez com seus usuários para determinar e classificar quais os fetiches eram os mais procurados na sua plataforma.

O vencedor foi o “partialismo”, também conhecido como fetiche por uma parte específica do corpo, que não as genitais, mas que desperta tanto erotismo quanta elas. Isso poderia ser qualquer coisa, desde pés até um peito peludo. Se por acaso os pés, as mãos ou as axilas fazem o seu lado mais selvagem aparecer, talvez você possa se considerar um partialista.

O “role play” (Role-Play, que consiste em o casal ou um dos membros do casal personificar um papel diferente do costumeiro) foi o segunda da lista, enquanto a “narratofilia” ( conversa suja) ficou em terceiro na lista.

As respostas foram coletadas de mais de 3.000 homens gays ou bissexuais com mais de 18 anos.

Confira a lista completa dos fetiches revelados pela pesquisa:

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:
  1. Partialismo (9,54%)
  2. Role Play (Dramatização) (8,24%)
  3. Narratofilia (ou conversa suja) (7,55%)
  4. Uniformes (bombeiros, soldados, etc.) (7,41%)
  5. Escravidão (7,31%)
  6. Submissão (7,3%)
  7. Exibicionismo (sexo em um lugar que você pode ser pego) (6,28%)
  8. Voyeurismo (ver os outros terem relações sexuais) (4,7%)
  9. Maschalagnia (3,4%)
  10. Macrofilia (alguém sendo maior que você) (2,79%)
  11. Olfactofilia (cheiros e odores) (2,52%)
  12. Fetiche por roupas couro, borracha (2,14%)
  13. Fetichismo de roupa íntima (jockstraps, etc) (2,01%)
  14. Ablutofilia (banhos, duchas) (1,78%)
  15. Technosexuality (robôs, brinquedos, etc) (1,4%)
  16. Fetichismo por médicos (1,36%)
  17. Podofilia (pés) (1,24%)
  18. Coulrophilia (palhaços) (1,11%)
  19. Sitofilia (comida) (1%)
  20. Pygophilia (bunda) (0,79%)
  21. Travestofilia (vestir roupas tipicamente usadas pelo sexo oposto) (0,65%)
  22. Toonophilia (cartoon) (0,3%)

“Kink” e  a saúde mental

Se você é excêntrico (Kink), que gosta de práticas sexuais, conceitos ou fantasias não convencionais, os psicoterapeutas aconselham a compartilhar isso com seus parceiros. O termo “kink” deriva da ideia de uma “curva” no comportamento sexual de alguém, para contrastar tal comportamento com costumes e inclinações sexuais “retas” ou “baunilhas”.

Além disso, alguns estudos dizem que as pessoas que tem algum fetiche, que realizam suas fantasias sexuais, são mais propensas a ter saúde mental positiva.

Deborah Fields, especialista em fetiches e psicoterapeuta, disse ao Gay Star News: “Há estudos que dizem que as pessoas excêntricas têm maior probabilidade de estarem bem com elas mesmas. As pessoas que são excêntricas tendem a ter uma saúde mental melhor do que as que não são.”

‘É difícil julgar. Mas eu vejo muito mais problemas de saúde mental naqueles que não fazem parte da comunidade kink. Eu acho que as pessoas excêntricas falam mais. Nós temos que falar sobre nossas fantasias mais do que alguém que não as tem. Você está negociando o consentimento do seu parceiro para realizar uma fantasia. A ideia é estar ciente de todos os riscos, falar sobre eles e que também inclui a saúde mental”.

“A pesquisa diz que estamos bem. No entanto, ainda é uma pesquisa generalizada, mas que vê a comunidade kink de uma forma mais objetiva”.