A orgia gay em Bruxelas, denunciada no dia 29 de novembro, levou à renúncia do político húngaro Jozsef Szajer, fundador do partido anti-LGBT+ Fidesz de Orbán e um de seus principais aliados no Parlamento Europeu.

O organizador, David Manzheley, insistiu que não fez nada de errado ao hospedar a festa que violou as restrições do coronavírus, acrescentando que ele organiza regularmente esses tipos de orgias para figuras públicas, incluindo membros do partido homofóbico líder polonês PiS.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Ele agora pode estar desejando ter ficado fora dos holofotes, pois foi identificado como o mesmo David Manzheley procurado por várias acusações de fraude na Polônia.

Logo depois que o escândalo virou notícia internacional, o veículo polonês Onet confirmou que Manzheley é polonês de nascimento e tem mais de uma dúzia de processos judiciais pendentes em seu nome.

VEJA TAMBÉM:  Conservadores atacam LGBTs com pedras, garrafas e explosivos durante Parada LGBT na Polônia; assista

De acordo com suas fontes, Manzheley aceitou trabalhar como “advogado” para preparar documentos oficiais em nome de terceiros, que então ele não poderia entregar. Ele também processou juízes e advogados por difamação usando documentos falsos e é conhecido por ter se feito passar por advogado em Israel.

Manzheley disse à mídia que ele é um tcheco de 29 anos com doutorado em economia, mas os registros criminais revelaram que ele na verdade tem 36 anos e nunca se formou no ensino médio.

As autoridades polonesas têm procurado ativamente por ele desde junho de 2019, embora os oficiais aparentemente estivessem tentando localizá-lo antes mesmo disso.

A polícia confirmou ao TVP Info que acredita que o organizador da orgia gay é o mesmo David Manzheley que eles estavam procurando e que sua identidade será verificada quando ele for visitado pela polícia belga.

VEJA TAMBÉM:  Vídeo mostra homofóbicos destruindo feira LGBT em rua da Polônia

Falando à Onet sobre as alegações, Manzheley negou que fosse um homem procurado e alegou que só tinha estado na Polônia duas vezes nos últimos anos – em 2011 e 2013 em Konstancin, onde estava visitando amigos.

Orgia gay era ilegal por conta da pandemia

A orgia gay organizada em plena pandemia teve um desfecho ruim para o partido anti-LGBT do país e para o político Jozsef Szaje, flagrado na festa cladestina, sendo obrigado a renunciar do cargo