A organização da Parada LGBT+ de São Paulo rebateu por nota as críticas por ausência de ativistas e personalidades históricas do movimento, que ajudaram a construir o evento.

“Por questões contratuais, tempo e produção, algumas pessoas LGBTs de São Paulo ficaram faltando, mas muito conteúdo importante sobre democracia, tema da Parada SP deste ano, além de muita alegria e diversão foi ecoada para milhões de pessoas neste domingo”, divulgou a assessoria em comunicado, segundo informações do Observatório G.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Devido a pandemia de coronavírus, a edição da parada deste ano foi realizada de maneira virtual no Youtube, com aproximadamente oito horas de transmissão. Para apresentar o evento, foram convidados vários youtubers e influencers.

O caso começou após algumas personalidades que militam pela causa LGBT+ há décadas se sentirem excluídas pela organização. Uma delas foi Kaká di Polly, que afirmou: “Eu, assim como muitos artistas da noite, aqueles que estiveram desde a primeira parada com poucas pessoas na Paulista, onde me joguei na rua para que a Parada pudesse prosseguir, quando era proibida pela polícia, se sentiram esquecidos, revoltados, desrespeitados e entristecidos com a ausência desses que, há anos, se dedicaram à Parada sem receber um tostão, apenas pela militância”.

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A drag, que simulou um desmaio para distrair os policiais e parar o trânsito para que a 1° Parada do Orgulho LGBT+ conseguisse sair em 1997, ainda criticou que essas ativistas históricas nem ao menos foram citadas, lembradas ou homenageadas. “A militância, a verdadeira militância, aquela que a gente fez e faz, porque são 45 anos dando a minha cara a tapa, Silvetty Montilla são 35 anos dando a cara dela a tapa, em pé naquele trio durante anos. Onde foi parar o nosso nome? Quem lembrou de fazer uma homenagem a qualquer uma de nós?”