O Ministério da Saúde do Brasil, por meio de uma nota informativa emitida pelo Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, na última terça-feira (14), atualizou as informações sobre o conceito do termo indetectável = intransmissível para as pessoas que vivem com o HIV.

Em nota, o órgão valida as pesquisas que comprovam que soropositivos que mantêm boa adesão ao tratamento com medicamentos adequados atingem uma carga viral que não é transmissível para parceiros sexuais. O termo Indetectável = Intransmissível (I = I) já é utilizado por cientistas e instituições de referência sobre o HIV em todo o mundo, como a ONU.

Como consequência, a atualização dos documentos oficiais leva um posicionamento importante na luta contra a discriminação e o preconceito:

Confira abaixo alguns tópicos do documento:

“O reconhecimento do I = I pode gerar impacto positivo nas relações das PVHIV, pois se contrapõe a conceitos passados de que todas as PVHIV são potenciais transmissoras do HIV por via sexual, o que está atrelado a estigmas e preconceito.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Uma correta compreensão sobre transmissibilidade/intransmissibilidade tem efeitos positivos sobre o estigma e o autoestigma, direitos sexuais e reprodutivos, testagem, vinculação aos serviços de saúde e adesão ao tratamento.

A intransmissibilidade do HIV por via sexual é resultado da boa adesão ao tratamento adequado. Essas informações agregam estímulo às PVHIV no que diz respeito ao uso contínuo da TARV, além do benefício nas relações com suas parcerias afetivas e/ou sexuais.

Os (as) trabalhadores (as) da saúde e de comunicação em saúde devem fornecer orientação atualizada e acurada às PVHIV e suas parcerias sobre transmissibilidade do HIV nesse cenário.”

O Ministério da Saúde recomenda que o exame de carga viral seja realizado a cada seis meses, além do uso regular de camisinha nas relações sexuais. Os preservativos têm uma função crucial de proteger a vida das pessoas que vivem com o vírus do HIV de outras doenças sexualmente transmissíveis.

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