Na última terça-feira (30), o Dr. Frank Gabrin morreu nos braços de seu marido apenas uma semana depois de apresentar sintomas do coronavírus. Ele estava reutilizando equipamentos de proteção individual ao atender pacientes devido à escassez. Gabrin, que tinha 60 anos, trabalhava em hospitais de Nova Jersey e Nova York, e estava na linha de frente da luta há duas semanas.

Segundo o marido de Gabrin, Arnold Vargas, a escassez de equipamentos de proteção individual acabava obrigando ele a reutilizar máscaras e aventais hospitalares entre cada paciente atendido.

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“Ele era alguém que só queria ajudar as pessoas”, disse Vargas ao programa de Chris Cuomo. Gabrin morreu repentinamente depois de acordar com dores no peito e incapaz de respirar.

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“Ele tossiu bastante e há dois dias estava muito doente”, disse Vargas. Na terça-feira, Gabrin acordou dizendo: “Querido, eu não consigo respirar”.

Ele havia mostrado os sintomas pela primeira vez cerca de uma semana antes, mas não havia sido testado para o vírus. Vargas estava falando sobre o ocorrido no programa, junto com a amiga de Gabrin, Debra Lyons, na tentativa de não deixar em vão a morte de seu marido.

Ambos pediram aos americanos que apoiassem os esforços para levar mais equipamentos de proteção pessoal aos profissionais de saúde que estão na linha de frente da luta contra a pandemia de coronavírus.

Lyons relata: “Ele não esperava que isso acontecesse quando estava chegando. Ele realmente não esperava. Ele estava trabalhando duro, conversávamos todos os dias. Eu dizia ‘como está indo?’ Ele respondia: ‘Ocupado, mas administrável’. E passou de gerenciável a incontrolável da noite para o dia. Eu acho que foi o que aconteceu, e mesmo assim ele procurou maneiras de conseguir seguir, mesmo quando sabia que [seu sistema imunológico] estava comprometido.”

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Duas vezes sobrevivente de câncer, Gabrin dizia ao seu marido: “Eu posso lidar com isso. Eu sobrevivi ao câncer e isso é apenas o coronavírus.”

Depois de segurar o marido nos braços enquanto ele morria, Vargas agora está apresentando sintomas do coronavírus. “É uma coisa importante que estamos pedindo aos profissionais de saúde para enfrentar. É como pedir aos soldados para irem para a linha de frente e não lhes dar nada para fazer seu trabalho”, afirma a amiga do casal, Debra Lyons.