A Universidade de Michigan (UM) divulgou que está investigando várias alegações “perturbadoras e muito sérias” de abuso sexual que envolvem um ex-membro da equipe médica do campus.

Robert E. Anderson foi o diretor do Serviço de Saúde da Universidade e, de 1968 a 2003, atuou como médico do time de futebol da faculdade. Ele faleceu em 2008.

Em julho de 2018, a instituição iniciou silenciosamente uma investigação sobre Anderson depois que um ex-atleta escreveu ao diretor atlético da universidade, Warde Manuel, sobre os supostos abusos sofridos durante um exame médico realizado no início dos anos 1970.

Robert Julian Stone alegou que Anderson abusou dele durante um check-up em 30 de junho de 1971. Enquanto explicava como detectar DSTs, o médico desceu a calça, pegou a mão de Stone e a colocou em seu pênis. Em outra ocasião, foi submetido a um exame retal desnecessário, Stone relata que ainda possui o prontuário oficial escrito por Anderson.

Falando ao Detroit News , Stone diz: “Antes de escrever à universidade, pensava: ‘Bem, o Dr. Anderson era um homem gay enrustido’, e eu sentia compaixão por um homem que vivia naquela época com essa orientação. Agora eu percebo que ele não era um homem gay dentro do armário. Ele era um predador sexual e isso é uma coisa criminosa”.

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Depois que Stone realizou a denúncia, mais ex-estudantes atletas se apresentaram para dizer que também sofreram abuso sexual nas mãos de Anderson. Todas as vítimas descreveram má conduta sexual e exames médicos desnecessários, incluindo exames retais. Os alunos frequentaram a UM em diferente épocas, os relatos ocorreram do início dos anos 70 até o final dos anos 90.

A universidade abriu uma linha direta para que outras possíveis vítimas se sintam mais confortáveis em realizar as denúncias. “As alegações relatadas são perturbadoras e muito graves. Começamos imediatamente uma investigação policial e cooperamos totalmente com o escritório do promotor”, diz o presidente da Universidade de Michigan, Mark Schlissel.

Schlissel ainda acrescenta que toda a pessoa da comunidade acadêmica deve se sentir segura e apoiada. “Como parte de nosso compromisso de entender o que aconteceu, agora estamos dando o próximo passo para encontrar e ajudar outras pessoas que possam ter sido vítima ou que possuam informações adicionais para compartilhar”, informa.

Stone diz que tornar público sua história não foi fácil, mas ele espera que isso ajude outras pessoas a fazer o mesmo. “Eu não acho que qualquer homem realmente queira ser o rosto de sobreviventes de agressão sexual no século 21. Mas se os homens não começarem a falar, essas coisas vão continuar”, diz ele.