O Dr. Anthony Fauci, que faz parte da força-tarefa de coronavírus da Casa Branca nos EUA, ofereceu conselhos importantes a qualquer pessoa LGBT+ que considere usar o Grindr durante a pandemia de coronavírus.

“Se fosse possível manter ao menos um metro de distância usando máscaras e seguindo todas as diretrizes de higiene por segurança (lavar as mãos, álcool gel, etc), esta seria uma opção segura”, disse ele.

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Mas dificilmente seria possível, né? A não ser que você se satisfaça apenas olhando, fazendo masturbação mútua há mais de 1 metro, só queira só conversar mesmo com alguma distância ou deseje ser voyer de uma pessoa ou um casal a 2 metros de distância, pra citar alguns exemplos de interação sem tantos riscos.

Sendo assim, ele avisou: “Mas se você estiver sem condições de aguentar a vontade e quiser, a nível de exceção e não regra, correr um risco que ache que vale muito a pena – e você sabe, todo mundo tem sua própria tolerância a riscos -, você pode arriscar conhecer alguém. Mas precisa estar ciente disso tudo”.

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O doutor lembrou que não basta estar sem sintomas para estar seguro em um encontro. Muita gente tem achado suficiente nos aplicativos de encontro declarar não ter sintomas para se encontrar com alguma segurança. Mas é preciso lembrar que têm pessoas que estão espalhando coronavírus mesmo estando assintomáticas.

Fauci disse que as pessoas que procuram um amigo podem “sentar em uma sala e colocar uma máscara” e “conversar um pouco” – mas a situação das conexões é obviamente um pouco mais complicada: “Se você quer ou acha que precisa de intimidade, bem, essa é sua escolha em relação a um risco”, disse ele.

As pessoas geralmente devem evitar encontros agora, mas se insistirem em seguir adiante, evitar aglomerações já é uma maneira de minimizar riscos, mas atenção: sem garantia de evitá-los infelizmente!

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Afinal, o que o que torna a pandemia de coronavírus realmente problemática é que há pessoas assintomáticas espalhando o vírus por aí: “Se todos infectados tivessem sintomas, seria muito mais fácil de controlar a situação”, disse.

E continuou: “Mas o que estamos vendo, e torna tudo realmente preocupante, é que há uma quantidade considerável de transmissão de uma pessoa assintomática”.

Grandes reuniões públicas ou situações sexuais entre mais de 2 pessoas, como orgias ou saunas, devem definitivamente ser evitadas, explicou o médico.

E citou como exemplo: “Uma das coisas realmente trágicas foi que, em Wuhan, a cidade em que esse vírus surgiu, em um momento em que ficou claro que havia transmissão viral na comunidade, os chineses realizaram uma grande festa de 40.000 pessoas, celebrando algum festival chinês. E aí a situação simplesmente explodiu e saiu de controle!”.

Outro exemplo foi o Mardi Gras na Austrália, reunindo milhares de pessoas juntas na rua e em ambientes fechados. Resultado? Muitas infecções em tempo e número de afetados recorde.

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Fonte: Pink News

 

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).