A mãe de Guilherme de Souza, 21 anos, morto por homofobia, após ser agredido a pauladas e pedradas e ter o corpo queimado, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, em julho deste ano, tenta liberação do corpo para enterrá-lo, mas justiça nega há dois meses.

O jovem foi assassinado em crime premeditado, motivado por homofobia, na madrugada do dia 12 de julho. Segundo o G1, o suspeito de cometer o crime é um adolescente que na época tinha 14 anos e segue segue em detenção em Salvador.

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Segundo Franciane de Souza, mãe da vítima, o corpo permanece Instituto Médico Legal (IML)  mesmo a família tendo pedido à Justiça a liberação do corpo para fazer o enterro. A juíza responsável pelo caso pediu vistas ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) que não deu prazo para responder.

“Perdi meu filho de uma forma trágica, cruel, e estou aqui sem resposta nenhuma. Não posso enterrar meu filho. Eu queria pelo menos enterrar meu filho, enterrar ele. Dar um enterro para ele, para ver se eu tenho um pouco… Ver se diminui um pouco da minha dor, sabe? Ter um pouco de paz”, disse Franciane em nota ao G1.

Advogada da família, Lorena Fagundes, diz que o enterro do corpo já poderia ter sido feito e que o IML disse que está preparado para fazer a liberação: “O IML já se manifestou favorável, já se manifestou informando que ele está preparado para entregar os restos mortais assim que receber a ordem judicial”

Ela continua: “O processo atualmente está com vistas para o Ministério Público e, após o Ministério Público, aguardamos ansiosamente que a Justiça libere os restos mortais. Aguardamos uma Justiça que não seja tardia, porque esse crime já está causando muito sofrimento para a família”.

A advogada da família do jovem morto por homofobia ressalta que, pelo tempo em que o processo está na Justiça, sem conclusão, há o risco de que ele não seja concluído a tempo e que o menor seja liberado: “Ele se encontra recolhido em Salvador. Está internado provisoriamente e pode ser colocado em liberdade a qualquer momento”, disse.

Segundo informações da investigação, um segundo adolescente, que na época do crime tinha 16 anos, também participou das agressões a Guilherme, morto por homofobia. Na época, o delegado Rivaldo Luz, coordenador regional de Polícia Civil da região e responsável pelo caso, informou que ele não ateou fogo na vítima, mas participou da agressão e também deve responder criminalmente pelo fato, mas ainda não foi preso.