A maconha está em alta na saúde e não é de agora. Pesquisadores da Universidade de Lethbridge em Alberta, Canadá, descobriram que certas cepas de cannabis podem oferecer alguma ajuda na prevenção do desconforto respiratório agudo em pacientes que têm COVID-19.

O desconforto respiratório agudo ocorre quando o vírus sobrecarrega o sistema imunológico de uma pessoa a ponto de o corpo ser atacado e o paciente precisar ser colocado em um respirador.

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O novo estudo mostra que certas cepas de maconha podem retardar esse processo ou mesmo interrompê-lo. “Nesse estudo, identificamos três extratos que são cepas muito, muito boas”, disse a Dra. Olga Kovalchuk, uma das médicas que conduziram o estudo.

“Ao todo, temos cinco cepas nas quais poderíamos formular um ensaio clínico agora. Precisamos de uma chance de trazê-lo para o reino da medicina baseada em evidências”, ou seja, um ensaio clínico que pode ser revisado por pares será a próxima etapa da pesquisa.

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Fumar maconha não é indicação de tratamento para COVID-19

A terapia com cannabis não seria um substituto para qualquer outro tratamento médico necessário da COVID, mas combinada com o que já temos, poderia diminuir a necessidade de os pacientes ocuparem camas hospitalares e ventiladores.

Drs. Olga e Igor Kovalchuk têm trabalhado juntos no Departamento de Ciências Biológicas da Universidade de Lethbridge, junto com uma equipe de pesquisadores do Pathway RX.

As cepas específicas que têm sido mais úteis são as sativas, que são conhecidas por oferecer aos usuários de cannabis mais energia do que as índicas, que às vezes podem induzir letargia. Os pesquisadores ainda não divulgaram publicamente as cepas específicas mais úteis para pacientes com COVID.