O líder religioso ucraniano da Igreja Ortodoxa do país, o Patriarca Filaret, teria chamado o casamento entre pessoas do mesmo sexo de “a causa do coronavírus” em recente declaração durante culto transmitido online. Mas parece que o “pecado” se voltou contra ele.

De acordo com a NBC News, o líder religioso de 91 anos do Patriarcado da Igreja de Kiev, contraiu o vírus e foi hospitalizado na última sexta-feira, 4 de setembro. Os oficiais da Igreja confirmaram a notícia nas redes sociais, embora a organização tenha descrito sua condição como “estável” em uma declaração de acompanhamento na terça-feira.

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O diagnóstico de Filaret vem poucos meses depois de ele ter descrito a crise do coronavírus como “punição de Deus pelos pecados dos homens e pela pecaminosidade da humanidade” em uma estação de televisão ucraniana.

“Em primeiro lugar, quero dizer casamento do mesmo sexo”, ele esclareceu a pedido de absolutamente ninguém. “Esta é a causa do coronavírus”. Os comentários do líder religioso Filaret desencadearam um processo do Impact, um grupo ucraniano de defesa LGBTQ, contra ele.

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Infelizmente, não é a primeira vez que líderes religiosos ou extremistas solitários espalham mitos prejudiciais sobre o coronavírus. Conforme relatado pela NewNowNext em abril, um fanático homofóbico do Facebook alegou falsamente que o vírus se originou na “última conferência gay na Itália”.

Também em abril, Yaakov Litzman, ministro da saúde israelense com um histórico veemente anti-LGBTQ, testou positivo para o vírus. Até hoje, o COVID-19 já custou a vida a quase 900.000 pessoas em todo o mundo, de acordo com o The New York Times. Esse número inclui mais de 3.000 ucranianos. Um número impressionante de 27,5 milhões de casos de COVID-19 foram relatados globalmente.