Ricardo Reis de Faria e Vieira, 33, suspeito de ter ateado fogo em sua própria casa matando os três filhos carbonizados permanece sob custódia da polícia e suas versões cada vez mais levam ao planejamento macabro motivado pelo término com Léu Vieira, seu ex-companheiro com quem adotou as crianças na época.

No desabafo, Léu Vieira usou sua conta no Instagram para fazer uma live em que conta como eram as 3 crianças, mostrou seus desenhos, falou sobre suas peraltices e vontades, em meio a choro e tristeza, Vieira fala sobre a guarda compartilhada para que os filhos não tivessem conflitos.

Vieira diz que não sabe o que aconteceu na casa, que gostaria de ter estado lá para poder salvá-los e que sempre esteve perto, que os levava nos finais de semana para passear com os padrinhos e que agora vive o momento mais difícil de sua vida: “não existe dor maior do que a de um pai que não pode fazer nada para salvar os filhos”.

 

Léu Vieira diz que seus filho foram roubados dele, arrancados e pede que as pessoas parem de atacar sua família, que eles eram uma família comum e que essa tragédia está acabando com a vida dele e relembra o último contato com as crianças que foram deixadas na casa de Ricardo no mesmo dia do crime.

A Justiça decretou a prisão temporária por 30 dias de Ricardo após ele apresentar versões diferentes para o incêndio, que aconteceu por volta das 5h no dia 17 de fevereiro na casa onde a família morava em Poá, na Grande São Paulo.