O presidente Jair Bolsonaro acaba de perder um processo contra o ex-deputado Jean Wyllys por difamação e calúnia.

Bolsonaro abriu o processo contra Jean após, em 2017, o então deputado do PSOL chamá-lo de “fascista”, “burro”, “desqualificado”, “corrupto”, “racista”, “desonesto” e “canalha”.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Agora o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) declarou Jean Wyllys como inocente, segundo informações da jornalista Monica Bergamo da Folha de São Paulo.

Bem, vamos analisar o que a Justiça deve ter averiguado:

“Corrupto” todos hoje já sabemos que Bolsonaro é com seus inúmeros laranjas e esquemas nos quais seu nome, de sua família e de aliados do PSL estão envolvidos.

Quanto a “burro”, não é novidade sobre um cara que diz que “os portugueses nunca pisaram na África e não existe dívida histórica brasileira com os negros”, pra citar apenas uma de suas falas.

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“Desonesto” também sabemos que ele é e exemplos disso não faltam. Apenas pra usar um exemplo: quando afirmou em campanha que aposentadoria aos 65 anos era trabalho escravo, algo que ele mesmo está aprovando agora em seu governo.

Racismo é um crime inclusive pelo qual Bolsonaro já foi denunciado pela Procuradoria Geral da República. Foram vários momentos na verdade, como quando disse que “seu filho não casaria com uma negra” ou quando afirmou em palestra que “negros quilombolas não serviam nem pra procriar”, ainda medindo seu peso em arrobas (de boi!) para a plateia de bolsominions que ovulavam ao ouvir “seu mito” afirmando tanta discriminação.

O que mais? Ah, “fascista”. Bem, fascismo era um regime liderado por Mussolini na Itália no início do século passado, onde se acreditava em uma superioridade de parte da população sobre uma “massa inferior”. Isso se especifica nos discursos de Bolsonaro quando ele diz que “criou seu filho bem e por isso não casaria com uma negra”, que “gay ninguém gosta, apenas tolera”, que “fraquejou quando teve uma filha mulher”, etc. Portanto a analogia ao fascismo de Jean realmente não está errada.

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Já “desqualificado” se prova pela total ineficiência em seus quase 30 anos como deputado, sem nunca ter proposto ou aprovado um projeto útil à nação brasileira. Isso sem contar que um ex-paraquedista convidado a se retirar do exército por mal comportamento não deve lá ser uma qualificação muito louvável…

De fato, Jean é inocente.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).