Com uma morte a facadas contabilizada, muitas provocações, várias intimidações e algumas agressões, já somaram mais de 70 os casos de ataques a minorias pelo Brasil praticadas principalmente por pessoas que se dizem eleitoras de Bolsonaro. As informações foram reveladas pela revista Exame.

Os incidentes aconteceram em diversos locais, desde banheiros de faculdades até briga de bar ou abordagens na rua com ameaças de morte ou gritos de que “Bolsonaro ganhando, vai acabar com a sua existência”.

Uma jornalista esfaqueada e ameaçada de estupro. Um carro jogado em cima de um jovem com camiseta do Lula que conversava em frente ao bar com os amigos. Uma jovem presa e agredida, jogada nua em uma cela da delegacia. Outro jovem recebe um adesivo colado à força nas suas costas, com um tapa, e depois recebe uma rasteira para cair no chão.

Duas lésbicas andando de mãos dadas na rua são quase atropeladas aos gritos de “Bolsonaro vai acabar com isso aí!”, enquantobanheiros de cursinhos e faculdades pelo país amanhecendo pixados com incitações de morte a negros, lésbicas e gays.


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Confira alguns casos na galeria abaixo:

Tudo isso passou a acontecer com intensidade desde o dia 30 de Setembro com o acirramento da corrida presidencial no Brasil. Em quase todos os casos, ou o agressor está vestindo camiseta do Bolsonaro, ou deixa seu nome nas pixações ou exalta durante a agressão.

Isso só prova que as falas de Bolsonaro que incitam a violência contra mulheres, LGBTs, negros e índios e a violência policial estão saindo do armário país afora e se fazendo presente em agressões físicas e verbais nestas eleições.

Quando perguntado pelo Jornal Nacional sobre as ações agressivas de seus apoiadores, Bolsonaro – que sempre defendeu a violência em seus discursos – tirou o corpo fora: “Eu lamento. Peço ao pessoal que não pratique isso, mas eu não tenho controle sobre milhões e milhões de pessoas que me apoiam”, disse Bolsonaro ao UOL. “Está um clima acirrado, pela disputa, mas são casos isolados que a gente lamenta e espera que não ocorram”.

Com o crescente número de casos, a organização Open Knowledge Brasil e a Brasil.io, em parceria com a Pública, decidiram mapear e monitorar episódios de agressões ligadas às eleições de 2018.

Eles serão publicados no site Vítimas da Intolerância. Se você tem uma denúncia, envie pelo site.

Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).