A nova pesquisa Ibope revelada na última quarta-feira (5), mostrou que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) é quem tem – de longe – a maior taxa de rejeição dentre todos os candidatos a presidência do Brasil em 2018, fazendo com que ele perca as eleições em possíveis cenários de segundo turno.

Com margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos, 44% da população brasileira declara que “não votaria de jeito nenhum em Jair Bolsonaro”. 
Seguido dele na lista, mas ainda assim bem abaixo, vem Marina Silva (REDE) com 26% de rejeição, Fernando Haddad (PT) com 23%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 22% e Ciro Gomes sendo o candidato com menos rejeição com 20% de pessoas declarando que jamais votariam nele.

Já sobre a pesquisa ibope para votos válidos no primeiro turno: Bolsonaro vem na dianteira da preferência com 22%, Marina Silva e Ciro Gomes empatam com 12% cada, Alckmin conquista 9%, Haddad 6% dos votos, Álvaro Dias (PODEMOS) e João Amoedo (NOVO) ficam com 3% cada, Henrique Meirelles (MDB) com 2% e Guilherme Boulos (PSOL) com 1%.

Mas o que acontece então? Explicando: Bolsonaro está em primeiro lugar nas pesquisas para o primeiro turno, mas sua alta taxa de rejeição faz com que ele perca as eleições no 2º turno, já que a maioria esmagadora dos eleitores de outros candidatos – juntos – tende a “não votar de jeito nenhum em Bolsonaro”.

Prova disso é que, dentre os possíveis cenários de segundo turno pesquisados pelo Ibope, Bolsonaro perderia as eleições de Ciro Gomes por 44% a 33% dos votos, perderia de Alckmin por 41% a 32% e perderia de Marina por 43% a 33%.

Apenas com Haddad o jogo mudaria a princípio, onde ambos aparecem tecnicamente empatados com 36% para Haddad e 37% para Bolsonaro em um eventual segundo turno.

Acontece que, se Haddad conseguir embalar eleitores o suficiente para chegar ao segundo turno (considere que ele tem 6% dos votos válidos agora, teria que conquistar pelo menos mais 6% de eleitores tirando votos de outros candidatos ou indecisos), ultrapassando Alckmin, Marina e Ciro, isso seria sinal de que teria conquistado muitos novos eleitores, o que já garantiria muito mais que a diferença atual de 1% com Bolsonaro em um segundo turno.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).