Tom of Finland é um nome sinônimo da cultura e estética gay do século XX do artista filandês Touko Valio Laaksonen. 

Seu trabalho foi impresso pela primeira vez nos Estados Unidos em 1957, pela Physique Pictorial, uma revista trimestral de musculação que era popular entre os gays desde a época em que as revistas LGBTQ eram consideradas ilegais. Foi o editor da publicação, Bob Mizer, que adicionou a tag “of Finland” à assinatura de Tom.

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tom of filand

Para celebrar o aniversário de 100 anos do nascimento do artista, a revista inglesa Attitude lançou uma edição especial chamada “Tom of Filand: Sexo e Sexualidade”. Nela, o marido do artista em vida, Durk Dehner, concedeu uma entrevista falando sobre a vida e o legado dessa figura ainda enigmática, desde o começo humilde na pequena cidade finlandesa de Kaarina até ser tornar um dos artistas queer mais influentes do século.

Inside “Tom House: Tom of Finland in Los Angeles” | Tom of finland ...
Tom of Finland e seu namorado Durk Dehner
Capa da revista Attitude especial sobre Tom of Finland.

Dehner tinha vinte e poucos anos quando conheceu Laaksonen em Los Angeles no final dos anos 70. A dupla passaria os próximos 13 anos como casal até a morte de Laaksonen, em novembro de 1991, aos 71 anos de idade.

“Já recebemos muitas declarações de jovens e homens de diversas idades reconhecendo a influência que Tom teve em suas vidas”, disse Dehner, que é presidente da Fundação Tom of Finland, que trabalha para promover e preservar o trabalho de Laaksonen.

“Percebi rapidamente que esse homem era muito mais do que apenas um bom artista, que ele realmente havia afetado a maneira como nós evoluímos como comunidade. Com isso, eu realmente tinha esse desejo de fazer o possível para tornar sua obra mais reconhecida e sua vida melhor.”

Durante o tempo em que viveram juntos, Tom e Durk  frequentaram a noite gay. As vezes juntos, ou as vezes Durk deixava Tom em um bar e o buscava mais tarde. Às vezes ainda, Tom conhecia alguém que queria trazer para casa nestas ocasiões.

Durk Dehner presidente da Fundação Tom of Finland

“Fui capaz de lhe dar os prazeres daquele estilo de vida californiano e tínhamos muitos amigos. Ele conquistou uma legião de fãs e que não eram apenas fãs, mas que se tornaram seus amigos. Ele fez coisas que não eram permitidas naquela época e isso foi maravilhoso. Me sinto muito bem em poder levar seu legado adiante”, lembra Durk.

“Para a idade dele, Tom era realmente mente aberta e disposto a explorar novos horizontes. Eu o levei a fumar maconha, e ele até experimentou outras drogas diferentes. Ele e eu tínhamos um relacionamento realmente multinível. Tivemos relações sexuais, éramos melhores amigos, éramos parceiros de trabalho. Eu era o agente dele”.

A arte não precisa ser política para ser poderosa, mas é impossível separar a natureza radical da obra de Tom of Finland com o fato de que sua utopia sexual ainda era um sonho distante para as comunidades LGBT em todo o mundo na época. 

“Ele não podia proclamar-se publicamente como um ativista, mas na verdade ele sempre foi”, diz Durk.

tom of filand

“Ele era um artista que era ativista, o que eu acho que é único, porque a maioria dos ativistas são escritores verbais e políticos. Mas como artista visual, ele era um ativista”, concluiu o esposo à Attitude Mag.

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Illustration Intro: Lecture: Touko Laaksonen aka Tom of Finland

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