Quando a edição de RuPaul’s Drag Race do Canadá revelou seu Pit Crew (ajudantes de palco), os fãs foram instantaneamente surpreendidos por Mina Gerges, o primeiro homem “não padrão” a fazer parte do elenco do reality em toda sua história.

Desde o seu início, Drag Race confia no seu Pit Crew para ajudar em desafios, servir como dançarinos de apoio e também chama atenção que em todas as edições do reality, o casting do grupo é sempre composto por homens sarados.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:
Arquivo – Instagram

A Pit Crew chegou a incluir um homem trans em seu elenco na versão norte-americana, mas nunca um dos rapazes chamou tanto a atenção quanto Mina Gerges, da nova versão canadense. Fora do padrão de corpo “barbie” de todos rapazes da atração até hoje, ele ostenta com orgulho seu corpo no reality e nas suas redes sociais.

“Eu não sabia que seria o primeiro membro fora do padrão do Pit Crew”, disse ele a revista Out, “Mas sabia que precisava estar lá para que os jovens gays assistindo ao show pudessem ver um corpo maior e estrias e aprenderem a serem mais gentis com eles mesmos. ”

Mina Gerges na Campanha da Calvin Klein – Foto: Garrett Naccarato

Gerges, que é gay e gênero fluido, fez sua grande entrada no quarto episódio do Drag Race do Canadá como um dos 10 membros do Pit Crew, causando um pequeno frenesi nas redes sociais.

Mina Gerges na Campanha da Calvin Klein – Foto: Garrett Naccarato

A maioria dos espectadores ficou em êxtase ao ver um pouco de diversidade corporal chegar à franquia, no entanto, Gerges revelou que um pequeno punhado considerou necessário enviar-lhe comentários godofóbicos e ofensivos.

Mina Gerges na Campanha da Calvin Klein – Foto: Garrett Naccarato

Eu li centenas de comentários de gays rotulando, criticando e analisando meu corpo e isso não é realmente fofo”, ele tuitou na segunda-feira (3 de agosto). Apenas aprecie que você finalmente está vendo diversidade corporal na Pit Crew, em vez de ter algo negativo a dizer sobre isso.”

 

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Mina Gerges na Campanha da Calvin Klein – Foto: Garrett Naccarato

Em uma nota mais positiva, ele lembra que também recebeu “milhares de mensagens de homens compartilhando sua jornada com a imagem corporal e aprendendo a aceitar seus corpos e isso mostra o quão poderoso foi este momento, e eu sou muito grato por isso”.

No início deste ano, Gerges se tornou o primeiro modelo sem barriga tanquinho e o corpo todo definido a trabalhar com a Calvin Klein, estrelando uma campanha ao lado da Pabllo Vittar.

Mina Gerges na Campanha da Calvin Klein – Foto: Garrett Naccarato

Como um imigrante, ele disse que foi rejeitado por membros da comunidade árabe e está determinado a trazer representação para árabes queer como ele.

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The other night I was laying in bed next to a hookup. He looked at my stomach and said “your stretch marks!” I looked at him, and before he said anything, I was expecting something negative – and I worried he’d say something that would make me feel insecure. “They’re beautiful,” he said. I looked at him and said “yours are beautiful too.” We smiled at each other, and we started sharing our journey with our body image: how we felt like our bodies weren’t good enough when we first came out of the closet, began losing weight to try to fit into the gay community, and developed unhealthy habits that lead into eating disorders as teenagers, still never fit in or felt comfortable shirtless because of the stretch marks and extra skin we have, and how we struggled alone for so long because we were told that “men don’t experience eating disorders.” It was such an affirming moment – because as queer people, we often face so many of the same traumas, and we just need someone to talk to or to feel understood. I remember how terrified I was when I first talked about my eating disorder on Instagram in 2017, and how I got so many private messages from guys sharing a similar journey but who weren’t comfortable talking about this publicly- and I think it’s incredible that we’ve gotten to a point where we can be honest – and human – and have these conversations together. This moment reminded me of how long its taken me, and so many other queer people, to accept that our bodies don’t have to be muscular, chiseled, tight, or “perfect” to fit into our community – even though we still see these unrealistic bodies all over posters in our bars/ clubs, and all over Instagram. But I left this interaction feeling so optimistic that we’re slowly unravelling the toxicity and self-hatred we’ve been made to feel about ourselves and our bodies for so long, and instead, learning to be more empathetic and kind with one another. We need more of this everyday ❤️

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Assista ao vídeo do modelo para a campanha da Calvin Klein: