O atacante da seleção francesa de futebol Antoine Griezmann não é só capa de publicações esportivas na Europa, também é o principal personagem da próxima edição da “Têtu Magazine”, o principal veículo destinado ao público LGBT da França.

Antoine Griezmann é considerado com um dos melhores jogadores de futebol do mundo. Atualmente defende o Atlético de Madrid e a Seleção Francesa de Futebol, foi eleito o melhor jogador da Liga Europa na temporada 2017/2018, foi um dos três finalistas à Bola de Ouro da FIFA 2016, e com a seleção francesa ganhou a Copa do Mundo de 2018.

O tema é tabu no futebol e o jogador deu declarações a revista em defesa da luta contra a homofobia no futebol.

“Agora já chega. A homofobia não é uma opinião, é um crime. E, agora, se um jogador disser palavras homofóbicas no campo de jogo, acho que eu pararia a partida. Isso precisa mudar”, declarou o atacante.

“É verdade que os estádios não são lugares muito acolhedores para os homossexuais. Há alguns cantos homofóbicos… Nesses tempos, isso é inaceitável. Acabamos todos pagando por esta agressividade”, completou o jogador de 28 anos.

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“Se um jogador gay deseja anunciar que é homossexual, talvez não terá todos os jogadores da seleção francesa a seu lado, mas eu estarei”, garantiu.

“Os dirigentes dos clubes, da federação francesa de futebol e da liga também devem levar esse tema a sério. O futebol é um esporte bonito. Não pode ter essa imagem homofóbica. Mas é mais profundo do que isso. Há algumas semanas me tornei pai pela segunda vez. Cabe a nós, os pais, educar nossos filhos para que cresçam em um mundo menos homofóbico e menos sexista”, analisou Griezmann.

Griezmann também falou de pessoas próximas, de seu círculo de amizade, que “são homossexuais ou lésbicas, começando por meu cozinheiro. Conversamos frequentemente sobre ele, seus amores, sua vida. É um tema banal lá em casa. Ele é como eu, não importa o que os outros pensem”.

O atleta afirmou ter consciência de que tem fãs gays, “e isso é fantástico. Quanto mais fãs tenha, mais feliz estou. Me sinto totalmente cômodo com esta ideia”, respondeu.

Não é a primeira vez que o jogador critica abertamente a homofobia. Seu companheiro de seleção francesa, o meia Paul Pogba, também já tomou a palavra em público para pedir respeito pelos homossexuais no futebol. Recentemente, outro campeão do mundo com a França se posicionou sobre o assunto. Ao jornal “Le Figaro”, o atacante Giroud declarou que é “impossível ser homossexual no futebol” e lembrou o caso do alemão Thomas Hitzlsperger, que assumiu ser gay após se aposentar.