O “Department for Digital, Media, Culture and Sport”, do governo britânico, detalhou quais vão ser as alterações realizadas no “Football Offences Act 1991”, a legislação que delimita o que é ofensivo no mundo do futebol inglês, para tornar os gritos LGBTfóbicos ilegais.

A medida veio com um relatório que analisou o impacto do coronavírus no esporte da Grã-Bretanha. Com ele, 11 parlamentares de vários partidos “registraram sua consternação com o lento progresso no combate à homofobia do futebol”.

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“Os parlamentares procurariam continuar o trabalho do Comitê antecessor para alterar a ‘Football Offences Act 1991’ e tornar ilegal o canto homofóbico nos jogos”, afirmou o documento.

O departamento responsável pela proibição convidou Eniola Aluko, diretora esportiva da “Aston Villa Women”, para discutir a preocupante falta de diversidade no esporte. “Por fim, acho que há estatísticas que deixam claro a existência de jogadores gays. Acho que a beleza disso é que 99,9% dos jogadores diriam ‘eu não me importaria se meu companheiro de equipe fosse gay'”, afirmou Aluko.

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“A questão agora é o medo da reação da torcida, mas não acho que seja um medo tão legítimo como costumava ser, porque estamos vivendo em um mundo agora em que ser gay é algo amplamente aceito”, acrescentou.

Apesar dos avanços no futebol para incluir a comunidade LGBT+ terem crescido, ainda não foram o suficientes. Thomas Beattie se tornou o segundo jogador inglês abertamente LGBT+ ao sair do armário no mês passado e só o fez após estar aposentado. Logo após, um futebolista da Premiere League escreveu uma carta anônima afirmando que o intenso preconceito no meio o impedia de sair do armário e viver livremente.