Por que muitos homens vivem colocando as mãos bem lá embaixo? Você homem, pensa só: você chega em casa estressado, tira os tênis, talvez deite no sofá, ligue a TV, desabotoa a calça e quando menos espera… as mãos foram pra lá quase que automaticamente.

Isso lhe soa comum, ou pelo menos, confortável? Pois uma matéria da revista Men’s Health americana pesquisou e descobriu que a atitude é mais comum do que se imagina. Mas será que existe uma razão cientifica para o ato?


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Aparentemente a resposta é: sim. Em primeiro lugar,  a atitude protege sua mala, literalmente.

“Inconscientemente o ato faz o homem se sentir inconscientemente protegido, confortável e seguro”, disse Vanessa Edwards, autora do livro Human Lie Detection and Body Language 101: Your Guide to Reading People’s Nonverbal Behaivour, que fala sobre de que maneiras o corpo fala através de suas posturas.

A ação também relaxa seus nervos. Tocar ou esfregar a região, mesmo sem conotação erótica, desencadeia a liberação de oxitocina, um hormônio calmante. Isso também explica a sensação reconfortante.

Outra razão seria afirmar a posição dominante do homem, algo bastante comum entre machos não apenas da espécie humana.

Por exemplo, enfrentar ou abordar um “rival” do mesmo gênero tocando em algum momento suas calças pode significar que você está consciente ou inconscientemente tentando estabelecer quem é o chefe, diz Rob Kominiarek, DO, um médico de família e fundador do Alpha Medical Institute.

“Ajuda o homem a marcar o seu território”, afirma o doutor, lembrando que, não é por isso que seja aceitável ou educado que se faça em público, é claro. E também é preciso estar atento: isso não é desculpa pra coceira, por exemplo, na região, o que também pode te fazer levar as mãos ali constantemente. Isso aliás, pode ser indício de alguma doença, infecção ou alergia. Neste caso, procure um médico.

Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).