Em entrevista ao programa Isso é Bahia, o presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, afirmou que foi ruim o presidente Jair Bolsonaro ter usado a camisa do time durante um passeio de jet ski, já que acabou associando a imagem do time as 10 mil mortes por coronavírus que o Brasil atingia enquanto o presidente passeava.

“Naturalmente foi ruim ver a camisa do Bahia relacionada ao momento dos 10 mil mortos, mas cada um usa a camisa do Bahia…Não posso condenar o presidente da República de jeito nenhum. Dentro da torcida do Bahia tem pessoas que votam em A, B e C. Não posso ficar aqui condenando pessoas especificamente. Tenho que lutar por causas. E é isso que o Bahia tem feito”, aponta Bellintani.

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O caso ocorreu quando Bolsonaro foi visto passeando de moto aquática no lago Paranoá no mesmo dia em que o Brasil ultrapassou as 10 mil mortes de Covid-19. No mesmo dia, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) decretaram três dias de luto oficial pelas vítimas.

O presidente do tricolor baiano afirma que quer o time com destaque por “enfrentamento de problemas sociais graves”: “O Bahia escolheu a política afirmativa de combater problemas sociais graves, de defender causas humanitárias. Isso a gente tem feito sempre no combate ao racismo, no combate ao assédio a mulher no futebol, nas campanhas de reconhecimento de paternidade, na inclusão LGBT no futebol e na sociedade como um todo, no fim do preconceito, na redução do preconceito. São causas que o Bahia defende arduamente. Causas humanitárias. A gente vai continuar defendendo, inclusive em relação ao coronavírus”.

O clube é um dos que mais mostrou apoio a comunidade LGBT+, com campanhas de combate a LGBTfobia, como o lançamento de uma camisa do time versão arco-íris e quando o volante Flávio entrou em campo com a camisa 24, historicamente rejeitada pelos jogadores.

Bellintani ainda apoiou a política de isolamento social, observando que: “A história vai mostrar que quem defende isso tem razão. Tenho certeza disso. Os países que estão afrontando essa estratégia estão indo por água abaixo. O Bahia vai ser parceiro de todas essas campanhas que prezam pelo avanço social equilibrado e justo”.

A afirmação vem em um momento que o presidente da República tenta utilizar o futebol para forçar um relaxamento da quarentena, com apoio da CBF, e que grandes times, como Flamengo e Internacional, querem voltar aos treinos mesmo com a crescente de mortes e contágios pelo coronavírus.