O atleta abertamente gay, Michael Gunning, revelou em entrevista à Reuters que quando começou a nadar, ainda criança, ouviu dos colegas que “os negros não nadam”.

“Para mim, foi apenas uma motivação para provar que eles estavam errados. Foquei em ser selecionado para o ‘Team GB’ e ficar longe por semanas da escola, para depois voltar e mostrar a eles minhas medalhas”, e foi exatamente o que o nadador fez.

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“Fiquei tão empolgado que não pensei muito nos nervos na época. Eu estava fazendo o que amava e tive os melhores momentos com a equipe e com a bandeira do ‘GB”, revelou.

Michael saiu do armário como gay durante as filmagens de “The Bi Life”. O atleta possui dupla cidadania, jamaicana e britânica, e decidiu ir nadar pela seleção nacional da Jamaica após sobreviver ao atentado de Manchester Arena, em que 23 pessoas morreram durante um show de Ariana Grande.

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“Isso realmente colocou a minha vida em perspectiva e esse foi o ano em que decidi nadar na Jamaica para inspirar mais pessoas e compartilhar minha história”, relatou Michael.

Ao ser questionado sobre como era nadar para um país conservador, que já foi descrito como o “mais homofóbico da Terra”, o nadador afirmou: “O mundo está girando lentamente e acho que está mudando. Tenho certeza de que a Jamaica aceitará pessoas LGBT+ e a legislação mudará, mas é um processo lento e acho que quanto mais exemplos [da comunidade LGBT+] tivermos, melhor vai ser”.

Michael começou a nadar aos quatro anos de idade. Aos 13 anos, conquistou o primeiro título nacional e aos 16 anos ingressou na seleção britânica e se classificou para o Campeonato Europeu de Águas Abertas. Ele é o atual recordista nacional do nado borboleta de 200 metros e dos eventos de Freestyle de 200 e 400 metros.

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