Uma pesquisa realizada pelo projeto Outsport, financiada pela União Europeia, revelou que nove em cada dez pessoas LGBTQs acreditam que a homofobia e a transfobia no mundo do desportivo são um problema.

Os estudos mostraram dados de uma avaliação feita com 5.500 LGBTQs, com idades entre 16 e 78 anos, em todos os 28 países membros da EU. O relatório foi intitulado como ‘A Relevância da Orientação Sexual e Identidade de Gênero no Esporte na Europa’ e visa abordar a homofobia e a transfobia neste meio.

A chefe de pesquisa da Outsport, a professora Ilse Hartmann-Tews, disse que o projeto foi necessário para investigar as diversas experiências em um contexto mais amplo. “Há uma falta de evidências sobre a situação e as experiências das pessoas LGBTQ no esporte na Europa”, explicou.

Dos entrevistados que atuam de forma ativa em algum esporte, 16% relataram experiências negativas relacionadas à sua orientação sexual ou identidade de gênero nos últimos 12 meses. No caso das mulheres trans, esse número salta para 46%. Insultos, discriminação e ameaças são os casos mais recorrentes.

Além disso, 1 em cada 5 também revelou ter sofrido violência física.

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Segundo os dados da Outsport, 49% os autores da LGBTQfobia são, geralmente, membros da própria equipe das vítimas e cerca de 36% são de pessoas de um time adversário.

Ao debater maneiras de lidar com a LGBTQfobia nos esportes, 7 entre 10 dos entrevistados disseram que celebridades do mundo desportivo, bem como campanhas de conscientização, são úteis no combate a esses tipos de experiências.

Ilse Hartmann frisou que os resultados da pesquisa são fundamentais para as políticas de combate às atitudes antiLGBTQ no esporte. “Nossos resultados evidenciam que as culturas esportivas devem se tornar mais diversificadas. Estamos prontos para apoiar federações, clubes locais, agências governamentais e organizações nacionais e internacionais para desenvolver as respectivas estratégias”, acrescentou a chefe de pesquisa da Outsport.