O Instituto Kinsey, da Universidade de Indiana, estuda a sexualidade e os relacionamentos humanos e atualmente está conduzindo uma pesquisa sobre como a pandemia do coronavírus tem afetado os relacionamentos e o comportamento sexual.

O pesquisador do instituto, psicólogo social e autor do livro “Tell Me What You Want: The Science of Sexual Desire” (“Diga-me o que você quer: A ciência do desejo sexual”, em tradução livre), Justin Lehmiller, explicou à Vox que o período de quarentena provocado pela pandemia está afetando as pessoas de maneiras opostas.

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“Quando você analisa, podemos ver movimentos nos dois lados. Temos um número maior de pessoas agora dizem estar se masturbando e fazendo mais sexo, mas você ainda encontra uma boa porcentagem de pessoas dizendo não estar praticando nenhum comportamento sexual”, revela Lehmiller.

O pesquisador explica que o pânico e angústia causados pelo COVID-19 podem matar o libido sexual, mas também estimulá-lo. “Existe todo um corpo de pesquisa e a teoria chamada de Terror Management Theory (TMT). A ideia por trás disso é que, quando enfrentamos a perspectiva de nossa própria mortalidade, ela nos leva a lidar e mudar nossas atitudes e comportamentos de uma maneira projetada para lidar com essa ameaça existencial”, explica.

Como a maioria do mundo agora está em distanciamento social, disse Lehmiller, as pessoas têm mais privacidade e isso leva a um aumento no comportamento sexual online. Ele conta que “quando manhãs e noites, dias da semana e fins de semana começam a parecer a mesma coisa, qualquer momento pode ser uma boa hora para enviar nudes ou ver alguém pelado”.

Ele acrescenta: “As pessoas com maior probabilidade de experimentar esse aumento no desejo sexual são aquelas que já estão muito confortáveis ​​com seus corpos e têm uma imagem corporal positiva”.

 

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Matéria traduzida do PinkNews

Foto: Unsplash/ Sharon McCutcheon