Candidata ao cargo de vereadora, Erika Hilton (PSOL/SP) reuniu assinaturas de nomes como Pabllo Vittar, Mel Lisboa, Zélia Duncan, Renata Sorrah, Liniker e Linn da Quebrada nesta terça-feira (29) para um manifesto poderoso e necessário a favor de inclusão, diversidade e mudanças estruturais no cenário político brasileiro. O manifesto intitulado “GENTE É PRA BRILHAR” já conta com 1.000 assinaturas e pode ser lido na íntegra no site.

Não é à toa que Erika Hilton, que é ativista pelos Direitos Humanos e foi co-deputada no mandato coletivo da Bancada Ativista, chama atenção e conquista o apoio de figuras de destaque nos mais diversos setores da mídia brasileira: ela evoca a mudança. Seu manifesto propõe uma ruptura definitiva com a velha política e reverbera o grito de uma população cansada de se sentir impotente frente à opressão institucionalizada.

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“A democracia nunca chegou de verdade pra todo mundo. Nunca chegou nas favelas, nas quebradas, nas esquinas. Cadê a vida digna pra todes? Em vez disso, o que vemos são violências contra as maiorias sociais, em especial negros e pobres, não só aqui, mas em todo mundo”, diz o manifesto.

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O lançamento oficializa a candidatura de Erika Hilton ao cargo de vereadora e expõe dados alarmantes, como o fato de que hoje, dos 55 vereadores de SP, somente dois se autodeclaram negros e apenas 17% são mulheres – nenhuma delas negra. Ainda no tocante à ausência histórica de diversidade nos cargos públicos da maior cidade da América Latina, a candidata aponta que nunca houve uma vereadora trans ou vinda dos movimentos LGBTQIA+.

Ao longo do manifesto, Erika Hilton se debruça nas problemáticas de São Paulo e se propõe não apenas a enfrentar o processo histórico segregacionista imposto a maior parte da população, mas destaca também a ineficácia dos atuais governantes frente a crises recentes. Os efeitos da pandemia de COVID-19, por exemplo, que atingem sobretudo a população periférica, aprofundaram as desigualdades. “Enquanto as classes mais altas já vivem ‘o novo normal’ com redução no número de mortes, têm aulas pela internet e até já vão a barzinhos, shoppings, praias e restaurantes, as periferias vivem o normal de sempre, ainda pior: centenas de mortos por dia.”

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No site do manifesto pode ser encontrado também o link para a vaquinha online, onde todas e todos que também lutam por igualdade e justiça social podem contribuir com a campanha, feita pelo povo e para o povo. No período de pré-campanha, Erika Hilton esteve à frente de seminários abertos sobre os principais temas da sua plataforma para, dessa forma, construir seu projeto em paralelo às demandas apontadas pela própria população.

Além dos nomes já citados, o manifesto tem assinaturas ainda de Jean Wyllys, Laerte Coutinho, Rita Von Hunty, Erica Malunguinho, Silvio Almeida, Nátaly Neri, Sâmia Bomfim, David Miranda, Indianara Siqueira, Preta Rara, Debora Diniz e muito mais.

Sobre Erika Hilton

Erika Hilton é babadeira. Mulher, transvestigênere e negra, ela é ativista dos Direitos Humanos e digital influencer sobre questões LGBTQIA+ e de combate ao racismo. Estudou Gerontologia, militou no movimento estudantil e já foi puta também. Foi co-deputada no mandato coletivo da Bancada Ativista – a décima melhor votação de São Paulo em 2018.

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Agora, ela tem um novo projeto: ser a primeira vereadora trans e negra de São Paulo, para lutar por igualdade racial e de gênero, pelo direito de envelhecer com saúde e cultura na maior cidade do país. Erika Hilton é pré-candidata a vereadora em São Paulo pelo PSOL.

Recentemente, Erika Hilton, afirmou em nota que está protocolando impeachment do Ministro da Educação Milton Ribeiro, aliado do governo de Jair Bolsonaro, que afirmou que homossexualismo (sic) é nada mais que um produto de um “desajuste familiar”.