Que o forte dos eleitores do deputado federal e homofóbico assumido, Jair Bolsonaro, não é o intelecto, disso não restam dúvidas.

Basta analisar qualquer sentença vomitada pela boca do embuste, seja em afirmações contra negros (“Meu filho foi bem criado e por isso não se casaria com uma negra”), contra mulheres (“Tive 4 filhos homens, aí dei uma fraquejada e veio mulher”), contra homossexuais (“Se o menino ficar meio veadinho, bate que conserta!”) ou até mesmo índios (“Não servem nem pra reproduzir!”), que a gente percebe que não faz qualquer sentido apoiar a candidatura à presidência de um ser que já vociferou tantos absurdos, e fora isso, que em quase 30 anos de vida pública – sendo sustentado pelo nosso dinheiro – pouco apresentou de projetos ao poder público, assim como também nunca demonstrou qualquer entendimento de administração, economia ou mesmo política, requisitos mínimos esperados de qualquer ser vivo que ouse se candidatar ao cargo máximo de uma nação.

Pois bem. Se antes restava alguma dúvida sobre a maturidade e intelecto dos mesmos, agora fica comprovado.

Um grupo de admiradores do deputado simplesmente invadiu a Biblioteca da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e simplesmente destruiu parte do Patrimônio Público do lugar por não concordar com as ideias ali escritas e defendidas.

Foram deixados rasgados na bibliotecas exemplares de livros, como por exemplo, “Desarmamento – Evidências Científicas”.

Não é novidade que Bolsonaro pregue que é contra o desarmamento, e que segundo ele, a solução para a segurança do país é transformá-lo em um verdadeiro bang bang: dar arma para o cidadão, que sem preparo, técnica, psicológico e estudo para tal, vai tentar duelar com o bandido (que certamente a essa altura já vai chegar com uma metralhadora).

(continua abaixo)


Veja também:


Não foi preciso de investigação para chegar a autoria do vandalismo. Os próprios bolsominions assinaram o ato nos livros escrevendo #Bolsomito2018 (hashtag faz algum sentido em livros impressos?), “Morte ao comunismo” (mais uma prova do analfabetismo histórico e político, mal sabem o que dizem) e “cú” (provando não só a idade mental como a falta de estudo da própria língua, uma vez que cu já não tem acento há alguns anos).

As imagens foram compartilhadas no Twitter e viralizaram alcançando mais de 7 mil retweets:

Assista também:

Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).