Casais heterossexuais podem ser mais felizes em seu casamento se tirarem algumas lições dos casais gays. Pelo menos é o que sugere uma nova pesquisa.

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O estudo “Tensão conjugal e angústia psicológica em casais do mesmo sexo e de sexo diferente”, descobriu que os cônjuges homoafetivos geralmente se sentem mais satisfeitos em seus casamentos do que os cônjuges heterossexuais.

Os resultados vieram de 756 homens e mulheres norte-americanos de meia-idade em 378 casamentos gays, lésbicas e heterossexuais, que foram solicitados a manter registros diários sobre o estresse e questões cotidianas relacionadas ao casamento e ao parceiro.

Mulheres em casamentos héteros relataram o maior nível de estresse, enquanto homens em casamentos héteros e mulheres em casamentos lésbicos tiveram média semelhante de angústia, diferente de homens em relações gays que tiveram nível de insatisfação menor do que todos os outros.

Pesquisas anteriores concluíram que as mulheres em geral eram mais propensas a relatar problemas do relacionamento, principalmente as casadas com homens.

Segundo o resultado do estudo, casamentos heterossexuais estão frequentemente sujeitos a mais tensão, falta de comunicação e ressentimento do que os relacionamentos entre pessoas do mesmo gênero. 

Com base em vários estudos acadêmicos, o New York Times sugere várias razões para essa disparidade. A maioria deles diz respeito aos estereótipos tradicionais de gênero, incluindo a expectativa de que as mulheres assumam a maior parte do trabalho doméstico.

Menos de um terço dos casais héteros estudados alcançaram uma igualdade aproximada no compartilhamento do trabalho doméstico; por outro lado, os casais de gays e lésbicas são muito mais propensos a assumir algumas tarefas tradicionalmente “femininas” e algumas “masculinas” independente do seu próprio gênero.

Já quando se trata de parentalidade, os casais homossexuais masculinos têm a mesma porcentagem de pais que ficam em casa que os heterossexuais. E diferente de casais héteros, casais gays têm menos probabilidade de atribuir “trabalhos domésticos” ao parceiro com menos horas de trabalho fora de casa.

Os pais LGBTs também são mais propensos a interagir mutuamente com seus filhos, enquanto em famílias héteros, a mãe assume a liderança com mais freqüência e o pai permanece à margem ou realiza atividades paralelas.

Casais LGBTs têm maior probabilidade de conversar sobre suas preferências de compartilhar responsabilidades e fazê-lo de “maneiras menos beligerantes, dominadoras e medrosas” do que seus pares heterossexuais.

“Essas habilidades de comunicação também são vistas em interações diárias comuns – casais LGBT + mostram uma tendência a gerenciar desacordos de uma maneira mais positiva, influenciando seus parceiros “com elogios, em vez de críticas, palestras ou apelos à culpa”, diz o resultado do estudo.

Outro grande ponto positivo para os casais formados por homens gays é a tendência a se discutir abertamente seus desejos e necessidades sexuais, e criar seus próprios limites de relacionamentos consensuais não monogâmicos.

Analisado tudo isso, fica fácil ver por que, de acordo com a pesquisa, os relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo tendem a ser mais felizes a longo prazo. Casais heterossexuais, tomem nota!

Fonte: Pink News

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).