Você já ouviu falar em sugar daddy? A jovem norte-americana Breanna Lee, de 22 anos, contou que já ganhou 36 mil libras esterlinas em presentes, além de 35 mil reais em viagens, totalizando e convertendo para reais, mais de R$ 513 mil. De onde veio o dinheiro? Nem de herança e nem de trabalho: mas de seus “sugar daddy”.

A expressão sugar daddy vem do inglês e quer dizer uma pessoa mais velha em um relacionamento com uma mais nova sustentada por ela. Neste tipo de envolvimento, um pilar do relacionamentos é exatamente o interesse financeiro de uma parte e o afetivo de outra, embora possa existir afeto de ambas também.

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Segundo noticiou uma reportagem do UOL, Breanna contou que conheceu seu primeiro sugar daddy em um site de relacionamentos. Com o hábito, ela começou a ter seu aluguel bancado e ganhar bolsas e joias. Um dos presentes que ganhou no último Natal foi uma bolsa Louis Vuitton avaliada em R$ 16 mil reais.

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Breanna Lee ganhou muito com seus sugar daddy. (Foto: Reprodução/PA REAL LIFE via Daily Star)
Breanna Lee ganhou muito com seus sugar daddy. (Foto: Reprodução/PA REAL LIFE via Daily Star)

E se engana quem pensa que sugar daddy seria uma exclusividade do meio hétero. Independente de orientação sexual, o tipo de relacionamento pode acontecer.

No meio gay inclusive ficou famosa a história do casal do ex-sacerdote Philip Clements, com quase 80 anos e Florin Marin, de 27 anos. Ambos tiveram um relacionamento com idas e vindas até Philip falecer aos 81 anos de idade, sendo até acusado na justiça pela família do idoso de ter aplicado um golpe.

O sugar daddy Philip Clements, com quase 80 anos e Florin Marin. (Foto: Reprodução / Daily Mail / 9PM Media)
O sugar daddy Philip Clements, com quase 80 anos e Florin Marin. (Foto: Reprodução / Daily Mail / 9PM Media)

Há muita gente que torce o nariz e julga comparando estas pessoas que topam a profissionais do sexo, mas Breanna Lee diz não se importar.

“Ser uma sugar baby e ser uma garota de programa são coisas muito diferentes. Não estou fazendo sexo por dinheiro. Eu tenho um trabalho normal das 9h às 17h, então não vejo ser sugar como um trabalho — apenas vejo isso como uma chance de diversão e prazer. Todos [os amigos] com quem conversei sobre isso [ser sugar baby] — sem deixar transparecer que é o que eu faço — disseram que veem isso como prostituição, mas eu não vejo assim de forma alguma.”

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E finalizou: “Você pode olhar para qualquer coisa e tirar conclusões precipitadas sem saber a história real, e é isso que as pessoas fazem com isso — elas fazem suposições sem saber nada sobre isso. Atualmente, estou em uma relação sexual com um homem que, mas estamos mantendo isso em exclusividade, só eu e ele. Quando estou com ele, não estou trabalhando”.

Ainda sobre as críticas de que estaria “usando os sugar daddy”, a jovem nega e diz que ambos ganham no relacionamento: “Todos os caras com quem conversei me dizem que não precisam se acomodar porque estão muito ocupados com o trabalho. Eles também não precisam contar para a família nem para os filhos, se tiverem, pois é tudo muito discreto. Não é como se eles tivessem que te apresentar como sua nova namorada — e ser visto com uma garota mais jovem é definitivamente bom para a imagem deles também.”

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“É como se minha vida social e romântica simplesmente viesse com esses presentes exclusivos e caros — que um namorado rico que conheci de outra forma poderia ter financiado de qualquer maneira”, finalizou a jovem.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).