Após despejo do prédio original, a CasaNem, entidade que atua como uma frente de combate e resistência contra o Covid-19 e já distribuiu mais de 35 mil toneladas de alimentos divididos em mais de 2500 cestas básicas entregues a comunidade LGBTQIA+ e comunidades carentes em toda a cidade do Rio de Janeiro, sofre nova repressão policial do estado.

CasaNem sofre nova repressão no Rio de Janeiro
Colégio Estadual Pedro Álvares Cabral, onde a CasaNem está temporariamente abrigada | Foto: Reprodução/Internet

O Colégio Estadual Pedro Álvares Cabral, onde a CasaNem está temporariamente alocada foi invadida pela Polícia Militar sob a alegação de que o local teria sido alvo de invasão por pessoas LGBTQIA+.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Os policiais falaram com a presidente do Grupo Transrevolução/CasaNem e Coordenadora da Frente Internacionalista De Sem Tetos (FIST), Indianarae Siqueira, que pediu para que eles ligassem para o diretor do colégio, mas não foi atendida.

De acordo com informações do site Alguém Avisa, por se recusar a se identificar, dizendo que não era criminosa e não estavam no local sem autorização, ela foi levada para a delegacia de polícia onde queriam indiciá-la por invasão de espaço público e desobediência civil.

Ao tomarem conhecimento do caso, a secretária estadual de Direitos Humanos e Assistência Social Cristiane Lamarão, o Sub-secretario de Direitos Humanos Thiago Miranda e a superintendente do Rio Sem LGBTIfobia Carol Caldas entraram em contato com a 12 ° DP explicando a situação, mas mesmo assim a ocorrência foi registrada antes que Indianarae fosse liberada.

Enquanto aguarda que o acordo em conjunto com o governo de estado e prefeitura do Rio de Janeiro, que se comprometeram a ceder um imóvel para a ONG dar continuidade ao trabalho que desenvolve em prol comunidade LGBTQIA+ seja cumprido, a CasaNem continua abrigada no colégio.