A corrida presidencial da Tunísia, considerado um dos países mais homofóbicos do mundo, ganhou seu primeiro candidato assumidamente gay. Munir Baatur, de 48 anos, é um dos mais notáveis defensores da comunidade LGBTQ+ do mundo árabe.

“Aquilo que vou mesmo fazer é garantir os direitos da comunidade LGBTQ, que é constantemente perseguida na Tunísia, e, acima de tudo, abolir o artigo 230 do código penal que penaliza a homossexualidade. E que se inclua a agravante da violência contra os homossexuais e o direito dos transexuais de mudar seu estado civil legalmente, sem a necessidade de se operarem”, disse ele.

Na região, há uma lei em vigor que pune a homossexuliadade com até três anos de prisão. Além disso, a Tunísia está na lista de países onde são realizados os testes anais, exames que analisam a largura do ânus para saber se homens mantiveram relações homossexuais.

Em entrevista ao Indepent, no ano passado, Baatur revelou que já foi preso por ser gay. “Eu me assumi há 20 anos. Fui preso por três meses por sodomia (nome antigo dado ao “crime” de ser homossexual) em 2013. Não há vergonha para mim. Não há vergonha para nenhum de nós”, contou ele.

Munir é advogado e líder do Partido Liberal. Ele é um dos fundadores do Shams, um grupo que luta pelos direitos dos LGBTQ+ no mundo mulçumano.

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