Enquanto esteve a frente da prefeitura de São Paulo, o então prefeito Fernando Haddad, foi muito criticado e até acusado de “inflar a máquina pública” por decidir criar a Controladoria Geral do Município (CGM) em 2013, um órgão feito exclusivamente pra se investigar e combater casos de corrupção na administração da cidade de São Paulo.

Fato é que a criação de qualquer órgão de fato exige muitos recursos públicos e isso infla a máquina sim. Mas neste caso, o retorno acabou sendo muito maior. Não só em dinheiro, mas transparência à cidade e boa administração dos recursos públicos. Prova disso é que até hoje, após os prefeitos Dória e agora Bruno Covas, a CGM criada por Haddad continua funcionando.

Só em seus primeiros dois anos de funcionamento, o órgão conseguiu devolver aos cofres da cidade mais de R$ 90 milhões de reais que iriam para a corrupção.

Conforme informações do portal G1, o montante recuperado havia sido desviado em fraudes e irregularidades descobertas pela CGM, sendo R$ 34 milhões do caso da Máfia do ISS e outros R$ 56,1 milhões recuperados pela Coordenadoria de Auditoria Interna após investigações de contratos nas áreas de saúde, trabalho, serviços, esporte, habitação, infraestrutura urbana, cultura e comunicação.

Outros R$ 110 milhões foram recuperados referentes a desvios na Operação Urbana Águas Espraiadas, R$ 80 milhões pela própria CGM e R$ 45 milhões referentes ao ISS Habite-Se.

Outros exemplos de valores recuperados aos cofres públicos de São Paulo durante a gestão de Fernando Haddad, foram mais R$ 100 milhões de reais relativo só a movimentação financeira de dinheiro de origem suspeita que teria sido desviado durante a gestão de Paulo Maluf como prefeito em São Paulo na década de 1990.

“O pagamento se refere a danos morais coletivos em razão de movimentação financeira na Suíça, Estados Unidos e Ilha de Jersey em contas de empresas ‘offshore’ ligadas ao ex-prefeito Paulo Maluf e seus familiares”, disse o Ministério Público na época em nota. “Finalmente, na data de hoje, houve o efetivo pagamento. A Prefeitura já comprovou a entrada do dinheiro no Brasil”, afirmou o então promotor Silvio Marques.

Mestre em em economia e doutor em filosofia, não demorou para Haddad perceber que um dos maiores problemas da cidade era o dinheiro não chegar ao destino por corrupções no meio do caminho.

Nenhuma novidade em se tratando de Brasil, né? Onde só na Lavajato vimos mais de 30 partidos envolvidos em corrupção, inclusive o mais citado, o PP, partido aliás do qual o também presidenciável Jair Bolsonaro fez parte durante 20 anos e nada fez para coibir estes atos.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).