A Health Canada aprovou na semana passada uma solicitação para reduzir o tempo de espera para a doação de sangue de homens gays e bissexuais. A Canadian Blood e a Hema Quebec pediu que o perídio passe de um ano para três meses.

A ministra da saúde do país, Ginette Petitpas Taylor, fez um anúncio para oficializar a autorização. “É um anúncio muito significativo… Como resultado, homens que fazem sexo com homens serão capazes de doar sangue depois de um período de adiamento de três meses”, afirmou ela.

Após uma epidemia de Aids ao longo da década de 1980, o governo canadense – assim como muitos outros países do mundo – decidiu proibir homens gays e bissexuais de doarem sangue caso tivessem relações sexuais com pessoas do mesmo sexo desde 1977.

Em 2013, o país começou a permitir que essas pessoas doassem sangue, mas somente se não tivessem feito sexo uns com os outros em um período de cinco anos. Três anos depois, esse tempo foi reduzido para 365 dias.  

Em novembro de 2018, o ministro da saúde da época disse que esta mudança estava chegando em breve. Durante a última eleição federal, ativistas alegaram que a proibição era discriminatória e disseram que os parlamentares ignoram as evidências científicas e que a situação deveria acabar.

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A Health Canada é o órgão que aprova e regula as solicitações das agências de sangue a fim de atualizar suas políticas.

Vale ressaltar que aqui, no Brasil, homens homossexuais e bissexuais são considerados inaptos à doação de sangue. Pesquisas revelam que a restrição desperdiça cerca de 18 milhões de litros de sangue por ano.