Você pode não ter ouvido falar, mas com certeza para sua amiga sapatão, esse nome é comum: Butches!

A comunidade lésbica, igualmente a comunidade gay, possui diversos trejeitos, características e nomenclaturas próprias que definem as lésbicas como elas são, da maneira que melhor as define. Apesar disso, a homossexualidade feminina ainda com todo o progresso de hoje é mais cometida, discreta, camuflada; muitas vezes vista apenas como um mero fetiche masculino.

Segundo a própria comunidade lésbica, Butches seriam as lésbicas mais masculinizadas, as famosas caminhoneiras; e em contrapartida, as femme, seriam as mais femininas, as ditas sapatilhas. Porém, essas definições são ultrapassadas, uma vez que considerar que relacionamentos homossexuais (sejam masculinos ou femininos), precisam reproduzir a ideia de homem e mulher; isso é resultado da sociedade que vivemos, onde mulher precisa ser delicada e bem cuidada e o homem, precisa ser másculo e robusto.

É comum se observar esse estereótipo em filmes com temática LGBT, sempre o mais delicado tende a ser tratado como a mulher do relacionamento e o mais grosseiro, é representado como o homem da relação. No fundo (com o perdão do trocadilho), não é bem assim que a coisa funciona.

Entretanto, para as “mulher macho” ou butches, esse é um preconceito gerado pela própria comunidade LGBT, que desmerece a homossexualidade feminina quando essa não segue os padrões estéticos e comportamentais impostos para mulheres por conta da feminilidade. O fato é que a lésbica masculina causa um desconforto social surreal nas pessoas, muito provavelmente pela quebra do estereótipo que geralmente é atribuído a elas. Mais importante que isso, é que esse grupo tenha a visibilidade necessária para desmistificar essa visão preconceituosa e mostrar que são apenas pessoas que não se sentem à vontade com os padrões de lésbicas retratados pela mídia.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA: