A avaliação negativa do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, não para de aumentar.

Segundo a nova pesquisa nacional Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de São Paulo hoje, o índice de reprovação do presidente subiu de 33% para 38%, enquanto o índice de pessoas que consideram o governo regular ficou em 30% e bom e ótimo ficou em 29%.

Na pesquisa anterior, havia praticamente um empate técnico entre os que acham o governo bom, regular ou ruim. Agora, pela primeira vez, o número de insatisfeitos bate com folga o de satisfeitos.

Motivos pra isso não faltam em um governo que prejudicou a imagem do Brasil mundo afora, que insiste em nomear filho como embaixador em uma atitude nepotista, cercado de denúncias de laranjas, trocando comando da Polícia Federal e mudando COAF de pasta pra impedir investigação contra o próprio filho, e mais recentemente, é claro, com o aumento expressivo no desmate da Amazônia, prejudicando o próprio agronegócio brasileiro que já começou a ser boicotado nas exportações pelo mundo.

Ainda segundo a pesquisa, o Nordeste é a região do Brasil onde a avaliação de Bolsonaro mais caiu: de 41% em abril, atualmente 52% consideram sua gestão ruim ou péssima.

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A pior avaliação também está entre a população mais pobre, que ganha até 2 salários mínimos, e também entre os cidadãos mais jovens, de 16 a 24 anos.

Com isso, Bolsonaro conseguiu ser o presidente eleito mais mal avaliado da história do Brasil aos oito meses de um primeiro mandato, ao menos, desde que o levantamento começou a ser realizado pelo Instituto Datafolha, desde a era FHC (1994 – 2002).

Com o mesmo tempo de governo (8 meses) em seus primeiros mandatos, tanto FHC, quanto Lula, quanto Dilma, tinham índices muito melhores de avaliação do que Bolsonaro, cuja rejeição vem ladeira abaixo desde que o governo começou.

Na mesma altura do tempo de governo, esta era a avaliação negativa de cada presidente brasileiro:
– FHC (1995): 15%
– Lula (2003): 10%
– Dilma (2011): 11%
– Bolsonaro (2019): 38%

Pra se ter ideia comparando, Dilma atingiu seu pico de reprovação ao início do segundo mandato, enquanto Collor foi reprovado por maior parte da população aos 2 anos de governo, pouco antes de seu impeachment. E ao que se observa, a tendência de Bolsonaro é cair mais, sem sinal de estagnação do índice ou atitude de seu governo que justifique uma melhora a curto ou médio prazo.

A pesquisa Datafolha, realizada em todo território nacional, constatou também que caiu a expectativa da população sobre o governo. Em abril, 59% acreditava que a gestão seria boa contra 45% agora. Por outro lado, o número dos que esperam o pior para o país com este governo subiu de 23% para 32%.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).