O presidente Jair Bolsonaro (PSL) se mostrou completamente insatisfeito com a decisão do STF de criminalizar a LGBTfobia. Desta vez, ele disse que o Supremo se equivocou ao tomar a iniciativa.

“A decisão do Supremo, com todo o respeito que tenho aos ministros, foi completamente equivocada. Além de estar legislando, está aprofundando a luta de classes cada vez mais. No meu entender, não poderia ter esse tipo de penalidade. A penalidade se você ofender uma pessoa, dar uma facada, dar um tiro só porque é gay, tem que ser agravada a pena dessa pessoa e ponto final”, afirmou.

Segundo ele, o veredito da última quinta-feira (13) prejudica os próprios homossexuais. Bolsonaro argumentou que um empregador “pensará duas vezes” antes de contratar um LGBTQ.

“[O empregador pensa] e se der um problema aqui dentro? Ele me acusa disso ou daquilo, o que que vai acontecer, como que fica a minha empresa?”, questionou, sem ter a menor noção do que estava falando.

O presidente ainda disse que o Brasil está ficando “insuportável” por conta da quantidade de leis que existem por aqui.

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“Acho que o que mede a ineficiência de um Estado é a quantidade de lei. Quanto mais leis, pior é aquele Estado. E está transformando insuportável a nossa convivência no Brasil dada essas decisões, com todo respeito, que o Supremo Tribunal Federal tomou no dia de ontem”, afirmou Bolsonaro.

Ele ainda aproveitou a situação para voltar a falar da necessidade de haver um ministro evangélico no Supremo.

“Acho completamente equivocado o que o Supremo fez ontem aqui, por isso que falo do evangélico. O que é natural, poderia acontecer lá? O cara pede vista ao processo e senta em cima dele. Tem que ter um equilíbrio lá dentro. Não é misturar política com a Justiça ou religião”, disse.

Fonte: G1