Em meio a denúncias e investigações que apontam que grupos de empresas pró-Bolsonaro teriam investido mais de 12 milhões de reais em distribuição de notícias falsas via Whatsapp, o filho do presidenciável Jair Bolsonaro e senador eleito pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, está indignado.

Segundo ele mesmo postou em seu Twitter com um print contendo seu próprio número de telefone (alguém avisa!), seu Whatsapp teria sido cancelado e ele teria sido excluído de todos os milhares de grupos dos quais fazia parte.

“Meu Whatsapp foi banido DO NADA, sem nenhuma explicação! Exijo uma resposta oficial da plataforma”, disse o senador eleito.

Curiosamente, a ação do Whatsapp vem logo após ela mesma informar que contas ligadas a disparo de mensagens falsas seriam banidas da plataforma.

Flavio Bolsonaro, que se diz a favor do Estado Mínimo e total liberdade às empresas privadas, agora exige um posicionamento do Whatsapp… Ué? Capaz agora até de recorrer a Justiça (O Estado, diga-se de passagem!) pra defendê-lo… Chega de mimimi, gente.

Empresa privada não faz o que quiser? O ideal não é estado mínimo? Se é assim, o Whatsapp faz o que bem entender, Flavio…  Aliás, eu também, se fosse dono da plataforma, seria o primeiro a cancelar o registro de propagadores de fake news.

Vale lembrar que Flávio Bolsonaro é aquele que desmaiou em um debate quando concorria à prefeitura do Rio de Janeiro… Tomara que o bloqueio do serviço de mensagens não o estresse muito, até porque agora não vai ter a Jandira Feghali pra socorrê-lo!

O envio de notícias falsas por Whatsapp é crime. E o fato de empresas estarem investindo na campanha de Bolsonaro sem declarar o valor diretamente, também configura crime eleitoral. Se vivêssemos em um país justo, onde o STF jamais topasse “um grande acordo”, quem sabe alguma justiça seria feita e a candidatura do presidenciável do PSL seria imputada.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).