O ator pornô Danny Wylde, que já foi contratado da produtora Kink.com é bissexual e falou em entrevista ao GayStarNews sobre sua vivência na indústria de filmes adultos e as diferenças entre o pornô hétero e o pornô gay, ambos que ele já experimentou como trabalho.

“Quando me mudei para Los Angeles pra trabalhar nesta área descobri que é impossível trabalhar ao mesmo tempo nos dois. O público não te dá credibilidade como bissexual. Você tem então que escolher um lado pra construir sua carreira”, revelou ele.

Chris primeiramente optou pelo pornô hétero por um longo período. No início ganhava de 500 a 700 dólares por cena gravada até conseguir um contrato com uma produtora que o pagava U$ 48 mil dólares por ano para trabalhar seis dias por mês apenas. Nada mal, né?

Mas foi aí que Chris decidiu ir trabalhar com pornô gay por descobrir que lá eles pagavam muito melhor por cena.

“No pornô hétero, se você é uma garota nova e trabalha pra vários sites, você fica marcada e eles te fazem esperar mais pra ser contratada novamente. Se você é o cara hétero, é mais chamado pra trabalhar porque ninguém liga muito pra você, e também se ganha bem menos.

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No pornô gay isso também pode acontecer (como com a mulher no pornô hétero), mas você ganha bem mais e ainda vira uma estrela da indústria e ganha fama, algo difícil de acontecer como homem no meio hétero.”

Chris ainda disse que acreditava que quando o casamento igualitário foi aprovado nos Estados Unidos, seus problemas em ser um ator pornô bissexual acabariam e ele enfim poderia realizar sua vontade de participar das duas indústrias, gay e hétero. Mas se enganou.

Ao tentar voltar a fazer pornô hétero enquanto fazia pornô gay, ele teve sua volta negada em um e-mail de uma produtora que o recusou pelo risco de HIV, uma vez que teria feito pornô gay. Anexado ao e-mail havia uma foto de Chris fazendo sexo oral em um homem.

Chris como Danny, na época do pornô.

Outra revelação do rapaz foi de que muitos homens heterossexuais fazem pornô gay por dinheiro. Fora que, na vida, muitos héteros que fazem pornô gay, acabam recebendo propostas reais para sexo com outros homens envolvendo muito dinheiro.

“Todo ator pornô hétero pelo menos já pensou no caso. Conheço muitos que já toparam mas jamais admitiriam”, disse ele.

Sobre preconceito sendo bissexual, ele afirma ter sofrido tanto pelo meio gay, quanto pelo meio hétero. Os homens gays com quem ele saía perguntavam quando ele se assumiria gay e as mulheres simplesmente não o levavam a sério.

Mais recentemente, Chris deixou a indústria do pornô por preocupações com a saúde Segundo ele, maior parte dos atores pornô acabam desenvolvendo problemas de disfunção erétil devido ao uso de muitas drogas pra manter a ereção por longas horas de filmagens.

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“Você sofre uma pressão porque se não mantiver a ereção o tempo todo, o diretor vai acabar não te contratando pra um próximo filme. E aí acaba topando usar essas substâncias.”, disse ele.

Ele começou a aplicar doses de injeção de Cialis na veia e acabou indo parar no hospital por um ereção que durava horas e o pênis simplesmente não voltou mais ao normal. O médico teve que retirar o sangue com uma seringa pela cabeça do pênis.

“A última vez que fui ao hospital por isso o médico disse que ou eu parava ou corria o risco de ficar brocha definitivamente. Achei que não valia a pena e no dia seguinte pedi demissão”, revelou o rapaz.

Isso entretanto o deixou deprimido e sem rumo a princípio, uma vez que todo seu trabalho até então havia sido na indústria do pornô.

Hoje em dia, ele refez sua vida trabalhando ainda nesta indústria mas do outro lado da câmera, em produção e pós-produção de filmes adultos. Chris também escreveu um livro chamado “Body to Job” contando suas memórias neste indústria.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).