Uma pesquisa revelou um dado alarmante, ignorante e muito triste: mais de um quarto dos jovens millenials (ou geração Y) – aqueles que nasceram entre 1981 e 1996 – evitam abraçar, conversar ou fazer amizade com alguém que é HIV positivo.

De acordo com o estudo da Campanha de Acesso à Prevenção da empresa farmacêutica Merck – divulgado originalmente pelo Advocate – foi descoberta uma ampla ignorância e preconceito entre estes jovens no que diz respeito ao HIV.

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30% dos millennials HIV negativos (pessoas entre 23 e 36 anos) disseram que prefeririam não interagir socialmente com alguém com HIV. Um em cada três millennials negros e latinos relatou evitar até mesmo apertar as mãos ou compartilhar bebidas ou utensílios se sabe que aquela pessoa vive com HIV.

O estudo também pesquisou membros da geração Z – aqueles que nasceram próximos do ano 2000, tendo entre 18 a 22 anos hoje – e descobriu que eles também estão pouco informados sobre HIV: 41% contra 23% da geração Y.

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Em resposta às descobertas preocupantes da pesquisa que entrevistou 1.600 indivíduos da geração Z e Y, o laboratório Merck e a Campanha de Acesso à Prevenção lançaram uma campanha intitulada “Possuir HIV: jovens adultos e a luta segue em frente”.

“Apesar dos avanços científicos e décadas de advocacia e educação para o HIV, os resultados destacam uma tendência perturbadora: jovens adultos não estão informados o bastante sobre os princípios básicos do HIV”, disse Bruce Richman, diretor executivo da Prevention Access Campaign e da campanha Indetectable Equals Untransmittable. 

Ele continuou: “Essas descobertas são um apelo à ação de que a crise nos Estados Unidos está longe de terminar. É hora de promover uma conversa real sobre HIV e saúde sexual entre os jovens e lançar iniciativas inovadoras e envolventes para educar e combater o estigma do HIV.”

Novos diagnósticos de HIV nos EUA permaneceram estáveis ​​entre 2012 e 2016, mas aumentaram entre as pessoas de 25 a 29 anos.

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A pesquisa da Merck e da Prevention Access Campaign também constatou que a maioria dos indivíduos da geração Z e dos milênios não conhece o termo “indetectável” e as frases “indetectável é igual a intransmissível” e “U = U” (ou “I = I” em português). 

Os termos referem-se ao fato de que pessoas vivendo com HIV em tratamento mantêm uma carga viral indetectável, ou seja, não têm risco de transmitir o HIV.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).