A arte como sempre vem servindo de válvula de escape para exorcizar demônios, representar (muitas vezes de maneira mais amena) aquilo que acontece na realidade fora dos holofotes e onde a sociedade costuma fazer vista grossa e ignorar. Partindo disso, o espetáculo recifense Cicatriz expõem personagens reais e fictícios com histórias sobre traumas, abusos e discriminações contra a comunidade LGBT em diferentes momentos, contextos e camadas sociais; tudo isso são feridas provocadas pela LGBTfobia que ainda hoje, há pessoas que acham que isso não existe.

Com roteiro coletivo do diretor Antônio Rodrigues e dos 11 atores que também atuam na peça, narrando a realidade, a vivência de pessoas LGBT e com livre inspiração em trechos do escritor e dramaturgo Caio Fernando Abreu, o espetáculo estreou hoje (09), no teatro Barreto Junior, em duas apresentações durante o final de semana na capital pernambucana.

A trama em si é um grito de protesto e empoderamento da comunidade LGBT, tudo isso para fazer o telespectador refletir sobre o lugar dos LGBT na sociedade atual. Uma vez que gays, lésbicas e transexuais estão sendo atacados física e psicologicamente em pleno século 21 por simplesmente serem quem são.

Aos interessados, o ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) e estão à venda na bilheteria do teatro, duas horas antes do espetáculo. Sábado (09), a peça começa às 20h. no domingo (10), a partir das 19h.