Turismo LGBT movimenta R$ 150 bilhões por ano no Brasil

0
108

Um levantamento da Associação Brasileira de Turismo pra Gays, Lésbicas e Simpatizantes (Abrat-GLT) revelou que só LGBTs movimentam mais de R$ 150 bilhões de reais por ano no Brasil.

Só no Rio de Janeiro, mais famoso destino turístico do país, a Parada LGBT da cidade traz 20% dos visitantes da cidade, reunindo mais de 890 mil pessoas. Os dados são da Embartur.

O estudo da Abrat também aponta que LGBTs gastam em média três vezes mais em viagens turísticas, permanecendo 2,5 vezes mais tempo em média que os turistas heterossexuais.


Vídeo novo:



O público LGBT tem um potencial de consumo maior, por apresentar um estilo de vida diferente do heterossexual. “Na verdade, o que existe é uma forma diferente de utilização da renda. Como a maior parte deles não possui filhos, com a sobra da renda média mensal, gastam mais com viagens, roupas e lazer”, explica Carlos Tufvesson, estilista e ex-coordenador Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio de Janeiro, em entrevista ao Mundo do Marketing.

[xyz-ihs snippet=”VEJA-TB”]
[embedyt]https://www.youtube.com/watch?v=zS4k_0UMgSo[/embedyt]

 

[embedyt]https://www.youtube.com/watch?v=TUKdNt-xJXo[/embedyt]


E mesmo assim, vale lembrar que o potencial é muito maior do que o explorado. Pra se ter ideia, um estudo feito em parceria entre a Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro (ESPM-RJ) e a Secretaria da Diversidade Sexual do Rio, durante a Parada LGBT de 2011, somente 2% dos presentes eram turistas estrangeiros. 19% eram brasileiros de outros Estados do país e 79% cariocas.

Mesmo com questões como segurança e falta de investimentos públicos, o Rio de Janeiro ano a ano se consolida cada vez mais como um dos principais destinos de turistas LGBTs na América Latina. Dentre os viajantes pesquisados, 96% afirmaram ter a intenção de retornar à cidade.

Isso considerando que ainda são poucos os pontos de lazer voltados a este público, algo que destinos favoritos de LGBTs pelo mundo como Tel Aviv em Israel e Londres no Reino Unido, já nadam há braçadas há muito tempo.

“Quando falo em criar locais específicos para o LGBT, não me refiro a hotéis ou restaurantes, porque isso está mais ligado ao gosto pessoal do que à orientação sexual de cada um. Mas me refiro a detalhes, a uma balada, por exemplo, voltada para as tribos urbanas. O Rio não dispõe disso hoje e quem fizer, com certeza, terá sucesso”, lembra o estilista e ex-coordenador Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio de Janeiro, Carlos Tufvesson.

Comentários: