Por cancelar “Queermuseu”, Santander será obrigado a lançar 2 exposições sobre diversidade

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Após ter cancelado a exposição “Queermuseu” em Porto Alegre no fim do ano passado, após protestos de grupos conservadores, o Ministério Público determinou que o Banco Santander seja obrigado a realizar 2 exposições enfatizando temas sobre diferença, diversidade e direitos humanos de maneira a compensar sua atitude precipitada ao cancelar a exposição anterior.

A instituição tem prazo de 18 meses para realizar as duas exposições que devem permanecer abertas por pelo menos 120 dias. Caso não cumpra a decisão, o banco deve pagar multa de R$ 800 mil reais.

O conteúdo das novas exposições já vem sendo decidido. Uma deve abordar questões de intolerância racial, étnica e de orientação sexual e gênero através dos tempos. Já a outra deverá tratar do empoderamento das mulheres na sociedade contemporânea.

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O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Enrico Rodrigues de Freitas, elogiou a medida: “Ambas as temáticas são altamente relevantes nos dias de hoje e estão diretamente ligadas a questões que fecharam precocemente e equivocadamente a exposição ‘Queermuseu’. Sendo assim, nada mais coerente que debater estes temas por meio de novas exposições.”.

Também ficou estabelecido pelo Ministério Público, a obrigatoriedade do Santander deixar claro em cada exposição o teor, censura e avisos de conteúdo de nudez, violência ou sexo nas obras a serem expostas, assegurando assim a proteção a infância e juventude.


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