Polícia do Egito submete 15 pessoas a “exame anal” pra “comprovar homossexualidade” e prendê-las

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Em um festival de rock durante o show da banda Mashrou’ Leila, no Cairo, um grupo de 15 cidadãos egípcios que ostentava uma bandeira do Orgulho LGBT em meio ao público, foi detido pela polícia sob acusação de “violar e promover ataques à religião e a moral pública” por serem homossexuais e estarem ostentando uma bandeira do Orgulho LGBT.

Após serem detidas e levadas pela polícia, as vítimas ainda foram submetidas a uma espécie de “exame anal” exigida pela polícia que pretendia com isso, determinar se elas tinham relações anais com frequência.

(continua abaixo)


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Embora não exista uma lei específica que proíba ser homossexual no Egito, ao contrário de muitos países do Oriente Médio,  o governo tem permitido perseguição a grupos LGBT justificando a conduta destes cidadãos como “devastação” e “desvio sexual”.

Sarah Leah Whitson, diretora do Human Rights Watch do Oriente Médio e Norte da África, comentou o caso: “Se eles estavam acenando uma bandeira do arco-íris, conversando em um aplicativo, namorando ou se ocupando de seus próprios assuntos, não há porque serem presos. O governo egípcio está demonstrando intolerância e desrespeito ao seus direitos. O país deveria parar de usar seus recursos para simplesmente caçar pessoas pelo que elas fazem nas suas intimidades e se concentrar em melhorar a grave situação dos direitos humanos de seu país.”

O show onde os manifestantes ostentavam a bandeira LGBT era da banda libanesa de rock alternativo, Mashrou’ Leila, cujo vocalista, Hamed Sinno, é um advogado LGBT e abertamente gay.

Sobre acontecido, o vice-chefe do sindicato oficial de músicos do Egito afirmou à imprensa local: “Somos contra a arte gay. É uma arte depravada.”

A Amnistia Internacional já convidou o governo do Egito a liberar os homens detidos pela polícia que se encontram presos ainda.

O Egito é considerado atualmente um dos piores lugares do mundo para cidadãos LGBT. Uma pesquisa revelou que 95% da população considera que pessoas LGBT não devem ser aceitas pela sociedade.

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