Número de personagens LGBT no ar em novelas e séries é recorde

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Um levantamento feito pelo GLAAD’s 2017 chamado “Where we are on TV?” ou “Onde estamos na TV?”, revelou que o número de personagens LGBT nas obras de ficção, entre novelas e séries nunca foi tão alto.

O estudo mostrou que, na TV americana, dos 901 personagens de todas as obras de ficção no ar atualmente, 58 são LGBT. O número representa cerca de 7% do total. Destes 58 LGBTs, 17 são transgêneros, incluindo 4 não binários.

(continua abaixo)


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O fato de batermos um recorde histórico não significa, é claro, que existam muitos personagens LGBT ou haja algum tipo de excesso. Mostra apenas que a diversidade vem pouco a pouco sendo incluída na ficção, ao contrário de algumas décadas atrás quando era praticamente ignorada a existência de pessoas fora do padrão heterossexual cisgênero, ou no máximo, gays e travestis serviam de motivo pra ser chacota em programas de humor bastante questionáveis, e principalmente problematizáveis se pensarmos nos dias de hoje.


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No Brasil, ainda que a gente esteja atrás em números, não só por uma questão de progresso mas também em número de produções (fora a Rede Globo, é realmente muito pouco o que se produz de ficção na TV). Já há quase uma década, quase toda novela mostra personagens LGBT, tratando temas como adoção por casais homoafetivos, o tão esperado beijo gay, relacionamentos bissexuais, relacionamentos héteros de fachada, gays que não se aceitam, homofobia internalizada, identidade de gênero, etc.

Em um país como o nosso, em que o governo investe tão pouco em educação e proíbe iniciativas como kit anti-homofobia nas escolas, estas iniciativas são muito bem vindas afim de se educar a população e mostrar que a diversidade existe e deve ser respeitada. O exemplo recente e de maior sucesso foi o personagem Ivan, um homem transexual interpretado pela atriz Carol Duarte na novela “A Força do Querer”. Atualmente, na novela das 21h, produto de maior audiência da TV brasileira, também podemos assistir ao menos dois personagens LGBTs em “O outro Lado do Paraíso”, vividos por Eriberto Leão, que faz um enrustido e Fábio Lago, um cabeleireiro.

Não só na dramaturgia adulta, mas em produtos consumidos pela família tradicional, a diversidade tem se feito presente e ajudado uma nova geração a já crescer com menos preconceito que as anteriores. Séries jovens como Glee, American Horror Story, Modern Family são exemplos bem sucedidos e vistos por pessoas de todas as idades, classes sociais e gêneros. A maior empresa de entretenimento do mundo, Disney, recentemente incluiu um personagem gay na série teen de maior audiência da TV Americana no Disney Channel, Andy Mack. Nos cinemas, a questão também foi retratada na nova versão de A Bela e a Fera, com o melhor amigo de Gaston, Le Fou, sendo gay na trama.

Sarah Kate Ellis, presidente do GLAAD, afirmou sobre o levantamento: “A televisão é um ponto crucial para aumentarmos a aceitação e entendimento de pessoas LGBT na sociedade. Histórias com personagens LGBT importam mais do que nunca por trazer visibilidade e luz a uma questão ainda cercada de tanta ignorância e intolerância. Ajuda não somente as pessoas LGBTs, mas suas famílias a entenderem seus parentes, as pessoas ao redor e a sociedade como um todo.”


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