“Cria da favela”, mãe solteira, negra e lésbica: quem era Marielle Franco

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Mulher, negra, mãe, feminista, lésbica, defensora dos direitos humanos, socióloga, “cria da favela”, como ela mesmo gostava de falar. Nascida no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, em 27 de julho de 1979, Marielle Francisco da Silva, a Marielle Franco, era referência na luta pelos direitos humanos. A mais recente conquista na área foi o mandato de vereadora na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, eleita pelo PSOL.

Marielle Franco era crítica da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Há duas semanas, ela assumiu a função de relatora da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio, criada para acompanhar a atuação das tropas na intervenção. Em 10 de março deste ano, ela havia denunciado, em seu perfil de redes sociais, indícios de que policiais do 41º Batalhão de Polícia Militar haviam cometido abusos de autoridade contra os moradores do bairro de Acari.

Em uma de suas postagens recentes ela fazia justamente esta denúncia:

(continua abaixo)

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Marielle Franco foi morta, na noite desta quarta-feira, a tiros na Rua Joaquim Palhares, no Estácio. O motorista Anderson Pedro Gomes, que estava com ela, também foi morto na ação. Ela também estava acompanhada de uma assessora, que sobreviveu.

A Polícia Civil encontrou pelo menos oito cápsulas no local. Policiais militares no local informaram que um carro teria emparelhado com o da vereadora, e os ocupantes abriram fogo, fugindo em seguida. De acordo com a PM, a janela à direita no banco de trás, onde estava Marielle, ficou completamente destruída. Segundo investigadores da Delegacia de Homicídios (DH), que investigam o caso, os criminosos não levaram nada de nenhum dos ocupantes do veículo. Pelo menos cinco tiros teriam atingido a cabeça da vereadora.

A filha da vereadora, Luyara Santos, falou sobre a morte da mãe no Facebook, na tarde desta quinta-feira (15). A estudante de 19 anos falou da luta da mãe e ainda fez uma referência aos 46 mil votos que Marielle recebeu na eleição de 2016, quando foi eleita no Rio, sendo a quinta vereadora mais votada.

 “Mataram a minha mãe e mais 46 mil eleitores! Nós seremos resistência porque você foi luta! Te amo”, escreveu Luyara.


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