Maioria dos muçulmanos já apoia casamento gay nos Estados Unidos, revela pesquisa

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Um estudo chamado “2017 American Valus Atlas” do instituto americano Public Religion Research, revelou que a maioria dos muçulmanos que vive nos Estados Unidos, é menos conservadora do que se pensa em relação aos direitos LGBT.

Entrevistando mais de 40 mil americanos, a pesquisa revelou quais são as religiões mais e menos tolerantes, ao menos no território americano.

Dentre os mais tolerantes e a favor do casamento igualitário estão os unitaristas (97%) em primeiro lugar, seguido dos budistas (80%), pessoas sem religião definida (80%), judeus (77%) e hindus (75%).


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Logo em seguida, com quase dois terços de fiéis que respeitam a diversidade estão os protestantes brancos (67%), católicos brancos (66%), cristãos ortodoxos (66%) e católicos hispânicos (65%).

O mais surpreendente do resultado foi em relação aos muçulmanos que vivem nos Estados Unidos. Mais da metade, ou 51%, se disse a favor da união entre pessoas do mesmo sexo, com “apenas” 34% sendo contrários e 15% afirmando não ter uma opinião formada.

Já entre o grupo de protestantes negros, houve uma grande mudança de 2013 pra cá. Na primeira pesquisa do tipo, quase seis em cada dez se dizia contra o casamento gay, ou 57%. Hoje estes conservadores já são minoria, contabilizando 43%.

Dentre as religiões mais preconceituosas em relação a união do mesmo sexo, nos Estados Unidos, apareceram os evangélicos brancos com 58% se declarando contra questão e os Testemunhas de Jeová com impressionantes 63% de fiéis que não toleram a diversidade.

Em números gerais e sem separar pessoas por religiões, 61% dos americanos apoia o casamento homoafetivo. Em 44 dos 50 Estados americanos, a maioria da população se diz a favor. Dentre os 6 Estados restantes e mais intolerantes, o mais homofóbico é o do Alabama.

A pesquisa também deixou claro que os americanos em geral (mais de 70%) apoiam leis contra discriminação de pessoas LGBT tanto no mercado de trabalho quanto locais públicos.

Já seis em cada 10 americanos, ou 60%, também se opõe a leis que garantem a chamada “liberdade de discriminação”, que garantem a empresas, por exemplo, o direito a se recusar a contratar um funcionário por ele ser LGBT.

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