Lésbicas são espancadas por “serem bruxas que merecem morrer” em Camarões

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Renée e Soltera são duas lésbicas representantes do grupo Women in Front Cameroon (WIFC), que defende mulheres e LGBTs no país africano de Camarões.

Vale lembrar que em Camarões, a homossexualidade ainda é proibida por lei podendo gerar pena de até cinco anos de prisão. Isso segundo a lei que ainda está em vigor no país, mas na prática é cada vez mais raro de ser aplicada.

Então. Conforme reportagem do portal GayStarNews, o filho do dono da terra onde elas trabalham as atacou por conta da sexualidade.

(continua abaixo)

Vídeo novo:



Primeiro o rapaz tentou expulsá-las de lá. Ao ver que elas não se intimidaram e nem deixaram o local onde também vivem, ele decidiu as espancar com um pedaço de pau.

“Por mais de um ano, René e Soltera tem enfrentado insultos, intimidações e ameaças de morte pelo filho do senhorio falecido que quer expulsá-las por serem lésbicas.”, disse um comunicado do WIFC.

Ele declarava enquanto batia nas duas, que elas deveriam morrer por serem bruxas. As mulheres sofreram hematomas graves e tiveram mão e braço quebrados.

Não fosse o bastante, o agressor voltou a agredí-las mais uma vez. Três dias após o primeiro ataque, ele ressurgiu na casa delas com outras pessoas munidas de facas e barras de ferro.

As duas foram perseguidas e, se não tivessem conseguido ajuda de vizinhos ao pedir socorro, teriam sido mortas certamente pelo grupo.

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Avisada, a polícia conseguiu prender o principal culpado pelo ato e um de seus cúmplices.

Ainda assim, como o restante dos agressores do segundo ataque continuam em liberdade, as duas estão agora com medo de sair de casa, temendo pela própria vida.

Um post no Facebook do WIFC mostrou os hematomas das duas e relatou o acontecido:

O tratamento delas foi custeado por integrantes do WIFC, que também postaram o seguinte em sua página no Facebook: “A violência vai parar neste mundo? Por que uma pessoa pode julgar os outros e infligir punições? Por que há crueldade, intolerância e tanto ódio?”

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