Homem é impedido de pilotar avião por ser soropositivo

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Um britânico – que preferiu ter a identidade não revelada – tinha o sonho de se tornar piloto de avião. Empenhado, o rapaz estudou para isso e passou em todos os exames, só que agora acabou dando com os burros n’agua segundo noticiou o portal americano Queerty.

Isso porque, mesmo sendo aprovado na seleção da empresa aérea EasyJet, ele acabou sendo impedido de exercer a profissão por não conseguir a aprovação médica CAA, necessária a quem trabalha na área da aviação. Arrasado, ele afirmou, e com toda razão, que a medida é desatualizada e discriminatória.

(continua abaixo)


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Vale lembrar que políticas desatualizadas e discriminatórias em relação ao HIV não são exclusividade das forças aéreas. Muitas destas regras e em muitas outras áreas profissionais e da saúde datam da década de 80 e 90 quando a realidade de soropositivos era outra.

Ainda nos dias de hoje, para se obter o tal certificado médico CAA, não apenas ter HIV, mas também diabetes do tipo 1 ou ter sido submetido a um transplante de órgãos também são considerados fatores de restrição. Um piloto aprovado que tenha sido diagnosticado com HIV, neste caso, conseguiria no máximo uma licença de co-piloto.

Ou seja, quem estiver estudando para ser piloto e viver com HIV, não deve conseguir licença completa para pilotar uma aeronave como um soronegativo. Nos dias de hoje, em que soropositivos vivem bem e de maneira segura desde que seguindo o tratamento corretamente, a medida acaba sendo simplesmente desnecessária e preconceituosa.

Procurado, um porta-voz da CAA afirmou sobre o acontecido: “Apoiamos uma atualização das regras nesta área. Trabalharemos com especialistas da EASA e da área de saúde e HIV para reavaliar este regulamento com objetivo de permitir que estes candidatos obtenham o mesmo certificado que as outras pessoas.” Mas ele lembra que isso não deve acontecer do dia para a noite: “Uma mudança de regras assim leva algum tempo e precisa ser estudada por especialistas e planejada.”

Procurada, a EasyJet afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que está disposta a mudar suas políticas assim que as recomendações forem atualizadas com toda segurança.


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