Bárbara Hosking foi assesora de imprensa dos primeiros ministros britânicos, Harold Wilson e Edward heath. Ela acaba de chegar aos 91 anos e pra comemorar a longevidade, está lançando sua biografia chamada “Exceding My Brieg: Memories of a Disobetient Civil Servant”, ou algo como “Memórias de um funcionário desobediente.”

Ainda que tenha sido sempre bastante reservada, Bárbara contou que sentiu a necessidade de ser sincera consigo em suas memórias e não poderia omitir o fato de ser lésbica durante toda sua vida.

Suas memórias vieram naturalmente ao escrever o livro e ela afirma que só percebeu o que fez quando foi publicado e ela começou a ser convidada para palestrar em eventos como a “Semana Gay”: “De repente pensei: o que foi que eu fiz?”.

Bárbara na época em que trabalhava para o primeiro ministro Edward Heath

Bárbara nasceu em 1926 e mudou-se para Londres aos 21 anos onde cursou jornalismo. Quando foi trabalhar no escritório de imprensa do Partido Trabalhista do país foi que começou a trabalhar para o primeiro-ministro Harold Wilson e depois continuou no cargo durante o mandato do próximo ministro Edward Heath.

Sobre o peso de ter uma sexualidade diferente da maioria tantos anos atrás, principalmente em épocas onde homossexualidade ainda era classificada como desvio de comportamento ou até crime, ela afirmou: “Eu não sentia que era algo sobre o qual eu deveria ser condenada. Na infância e adolescência não havia ninguém com quem eu conversasse sobre ser gay.”

Tudo mudou por volta de 1946 quando ela se mudou para Londres e seus amigos a levaram a conhecer clubes e boates gays em Chelsea, principalmente um chamado Gateways: “Eles perguntaram: Você é queer (bicha), não é? E eu respondi: ‘O que significa isso?’”, disse ela.

“Ultrapassando meus limites: Memórias de uma funcionária desobediente” é o título de sua biografia.

Sobre o título de seu livro, perguntada se é uma “desobediente”, ela afirma categoricamente: “Sim! Uma vez me falaram muito tempo atrás: Quando você vai aprender que regras foram feitas para serem seguidas? Olhei bem e respondi: “Tudo que aprendi na vida foi que regras são feitas para serem interpretadas. É minha filosofia de vida”.

 

 

 

 

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Criador do Põe Na Roda e autor do livro "Um Livro Para Ser Entendido", obra que desmistifica questões do mundo gay para todos os públicos.

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