Eventos LGBT injetaram R$ 2 milhões na economia de Juiz de Fora

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Há 40 anos o concurso Miss Brasil Gay é realizado em Juiz de Fora e reconhece as mais belas montações entre homens gays de todos os Estados do país. Um concurso não apenas de beleza, mas também talento, arte, luta e ativismo LGBT. A Universidade Federal de Juiz de Fora divulgou no dia 23 de outubro, os resultados da pesquisa “Perfil da demanda turística LGBT+”, realizada pelo projeto de extensão “Miss Brasil Gay – interfaces com a UFJF e a comunidade”. De acordo com a pesquisa o município recebeu  cerca de 4 mil turistas, teve aumento de 22% na ocupação hoteleira e injeção estimada de R$ 2 milhões na economia durante os eventos LGBT em agosto deste ano.

A direção do Movimento Gay de Minas (MGM)  considerou os resultados positivos e que indicam o potencial de crescimento dos eventos para os próximos anos, desde que tenham o investimento adequado.  Os eventos movimentaram a cidade entre os dias 14 e 20 de agosto deste ano. A Rainbow Fest retornou após cancelamento em 2016. Segundo dados do MGM, teve público médio de 15 mil pessoas nos três dias de atividades. A Semana Rainbow da UFJF reuniu média de 5 mil pessoas, nos sete dias de duração. Após três anos sem acontecer, o Miss Brasil Gay voltou a ser realizado após três anos, elegendo Guiga Barbieri, de Minas Gerais.

(continua abaixo)


Vídeo novo:



A pesquisa, custeada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Zona da Mata (Abrasel/ZM), foram aplicados 136 questionários entre os dias 17 e 20 de agosto no Calçadão da Rua Halfeld; na casa de shows Terrazzo, onde foi realizado o 37° Miss Brasil Gay; na Praça Antônio Carlos, onde houve eventos do Rainbow Fest Brasil e no Cine-Theatro Central.

Confira alguns resultados preliminares divulgados:

– Cerca de 4 mil turistas vieram à cidade em agosto.
– Origens: Rio de Janeiro (38 entrevistados); Belo Horizonte (12); São Paulo (4).
– 78 entrevistados (57,4%) se hospedou em hotéis.
– Ocupação hoteleira: 67% dos quartos, 22% acima da taxa mensal.
– Idade variada, maioria – 122 entrevistados (90,3%) – está entre 21 a 65 anos.
– 77 entrevistados (56,6%) vieram para a cidade em automóvel próprio.
– 108 turistas estão cursando ou concluindo a graduação.
– 96 pessoas (70,6%) exercem alguma função remunerada.
– 56 pessoas (41,2%) afirmaram receber entre 1 e 3 salários mínimos.

“Se cada uma dessas pessoas gastou na cidade em torno de R$ 500, temos facilmente a marca de R$ 2 milhões injetados na economia. Bem longe dos tempos áureos dos eventos LGBT+ locais, mas bem próximo de uma nova etapa na percepção e apoio aos mesmos”, disse Marcelo do Carmo ao site da UFJF. A pesquisa aponta que o período de hospedagem é uma questão que merece mais análise. Das 136 pessoas entrevistadas, 100 (73,5%) permaneceram na cidade entre uma ou duas pernoites. Permaneceram em Juiz de Fora por três pernoites 18 pessoas ouvidas, o que corresponde a 13,2%. Dados mostram potencial de crescimento do evento, diz MGM.

“O Miss Brasil Gay e a Rainbow Fest Brasil ocorreram em função de muito trabalho e do financiamento, mesmo longe do ideal da Prefeitura. Os empresários receberam estes estimados R$ 2 milhões em um final de semana, em uma cidade sem tradição turística. Foi um respiro que tiveram antes do Natal. Quando a gente se aproximou com uma proposta profissional de investimento, ninguém ajudou. Só enfeitaram e deixaram a cidade colorida, como forma de atrair o dinheiro do turista para eles”, disse o presidente do MGM, Oswaldo Braga, ao site G1 Zona da Mata. O diretor do MGM, Marcos Trajano, ressaltou que todo o apoio aos eventos foi viabilizado na área de Cultura, não no setor de Turismo da Prefeitura. Lembrou que não houve registros de ocorrências policiais. “Ficou claro pelos resultados preliminares que o pouco investimento que foi feito, foi suficiente para alavancar o evento, que foi pacífico. Em 2010, a pesquisa apontou que tivemos 13 mil turistas. Após um período de estagnação e sem atividades, o retorno já deu resultado e mostrou que temos ainda muito potencial para crescer. Para o próximo ano, a gente espera uma maior participação dos empresários e órgãos de classe. Se a gente tiver recursos, pode trazer ainda mais dinheiro, projeção positiva e tornar Juiz de Fora reconhecida como uma cidade que respeita a diversidade e os direitos humanos”, analisou.

O Pedro HMC além de ter sido convidado a participar do Miss Brasil Gay 2017, também fez uma cobertura super especial para o Põe Na Roda:

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