Estudo revela ranking dos melhores e piores países pra ser LGBT em 2018

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Com a questão LGBT sendo levada adiante e progredindo em maior ou menor velocidade em todo o mundo, não é fácil saber onde já somos mais aceitos e onde o mundo infelizmente ainda é pouco tolerante à diversidade.

Sendo assim, se baseando em categorias positivas que variam entre “leis antidiscriminação”, “possibilidade de casamento”, “direitos trans” e “direito a adoção” por exemplo, e categorias negativas como “crimes contra cidadãos LGBTs”, “crescimento do HIV”, “proibição de Paradas LGBT” e “influência religiosa”, um estudo realizado pelo Instituto Spartacus chamado Gay Travel Index, que é feito todo ano, acaba de revelar quais países são os melhores e quais são os piores para viajar e viver sendo LGBT nos dias de hoje em 2018.

(continua abaixo)


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O levantamento levou em consideração os 197 países reconhecidos pela ONU.

Canadá e Suécia encabeçam o topo da lista com 10 pontos cada, sendo os lugares mais tranquilos para se viver sendo LGBT. Nenhum dos dois ganhou qualquer ponto negativo e ambos foram positivos até mesmo em leis a favor da população transgênero, o que é uma questão relativamente recente e ainda pouco avançada em muitos lugares.

Primeiro Ministro do Canadá, Justin Trudeau, sempre se colocou a favor dos LGBTs.

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Logo abaixo, com 9 pontos, vieram Alemanha, Nova Zelândia e Espanha. Recentes avanços nas leis espanholas e alemãs a favor da diversidade garantiram o bom posicionamento dos países no ranking. Israel, Colômbia, Cuba e Botswana também melhoraram suas posições e aparecem bem colocados dentre os 20 primeiros.

De todo ranking, o pior país para viver e viajar sendo LGBT é, sem surpresa, a Chechênia que conquistou impressionantes -16 pontos (sim, 16 pontos NEGATIVOS) garantindo o 197º e vergonhoso último lugar.

Ativista russo LGBT sendo levado enquanto protestava contra situação na Chechênya

A descoberta de campos de concentração para homossexuais e leis antigays no país levou inclusive a países como Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos em 2017 a chamarem a atenção para a questão cobrando uma posição mais humana do governo chechênio, que continuou lavando as mãos sobre a questão.

A Rússia, que é declaradamente um dos países mais homofóbicos do mundo, aparece em 157º lugar da lista.

Já a maior potência do mundo, Estados Unidos, caiu 5 posições do ano passado para cá, do 34º para 39º lugar. Sem surpresas também. O fato se deve a administração do presidente Donald Trump, muito menos tolerante que a anterior do ex-presidente Barack Obama. Trump demitiu milhares de militares transgêneros das forças armadas, revogou leis que permitiam acesso a banheiro de acordo com identidade de gênero, impediu que o Censo do país recolha dados sobre a orientação sexual e identidade de gênero da população e ignorou o mês do Orgulho LGBT da Casa Branca, dentre outras medidas, como a nomeação do atual vice-presidente americano e assumidamente homofóbico, Mike Pence, que já esteve a favor de tratamentos como a cura-gay e foi politicamente contra a aprovação do casamento igualitário no país.

Enquanto isso, o Brasil também caiu, embora não muito, de 2017 para 2018. Atualmente estamos em 55º lugar do ranking. Isso porque, apesar de termos casamento igualitário garantido, Paradas LGBT por todo o país, possibilidade de adoção e leis locais (ainda que nada federal) contra a LGBTFobia, também tivemos aumento no já altíssimo número de mortes LGBTs de 2017 para 2018. Em média, 1 pessoa LGBT é morta por dia no país única e exclusivamente em função de sua orientação sexual ou identidade de gênero (enquanto nenhum hétero morre por ser hétero, antes que alguém cogite essa imbecilidade).

A lista completa do estudo com os 189 países rankeados pode ser vista aqui no ranking Gay Travel Index site da Spartacus.


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